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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Drops 5 - ADVERTÊNCIA POR ESCRITO - Alterações CTB.

Para finalizar a série Drops com as alterações do CTB, hoje falamos a respeito da advertência por escrito, já prevista no ordenamento desde 1998, mas que possuía um rito para sua aplicação e agora dispõe de outro.

Clique no link, assista, comente, compartilhe:







segunda-feira, 22 de março de 2021

BBB veicular!

 Na edição do dia 21/MAR/2021, o programa Auto Esporte da TV Globo apresentou uma matéria bem interessante em relação a tecnologia embarcada em alguns veículos premium como BMS, Mercedes-Benz, Volvo, e também empresas de logísticas que utilizam o mesmo dispositivo.


Sistemas veiculares são capazes de registrar com imagens sinistros de trânsito. Foto: internet.


Para os veículos premium, os dispositivos visam registrar eventuais sinistros de trânsito, com vídeo de momentos antes do ocorrido, ou mesmo indicam que na ausência do condutor algum tipo de impacto o veículo sofreu em determinada parte de sua carroceria, chamando a atenção do condutor para uma análise.

Junto a isso, as outras inúmeras tecnologias já embarcadas para auxiliar na condução do veículo como frenagem autônoma, estacionamento sem que o condutor tenha que manobrar.

Já no tocante as frotas de pesados, que realizam longas viagens pelas rodovias do país afora, foi mostrado o constante monitoramento do uso do veículo, e também do condutor, como ele se comporta, com indicadores de fadiga que alertam o centro de controle operacional da empresa, a qual indica para o trabalhador do transporte a necessidade de uma parada para descanso.

De acordo com o responsável pela empresa, o investimento nesse tipo de monitoramento foi pago em seis meses, com a preservação de sinistros por fadiga, e também por ajudar a esclarecer alguma responsabilidade do condutor em caso de envolvimento em um sinistro de trânsito.

A matéria foi interessante, não chegou a mostrar tantas novidades assim, para quem como nós acompanha o mercado automotivo e medidas de segurança para evitar sinistros, e controle de frota, mas leva ao grande público essas informações, para saber o quanto evoluímos.

De outra banda, tal matéria também pode ser utilizada para a reflexão do consumidor brasileiro em relação aos veículos que temos a disposição por aqui.

A troco de rodas de liga-leve mais bonitas, centrais multimídias, alguns importantes itens de segurança acabam sendo postergados em nossos automóveis com aval do órgão máximo normativo da União.

O caso que mais salta aos olhos diz respeito ao controle eletrônico de estabilidade o ESP.

Um item que funciona junto ao sistema antibloqueio dos freios dos veículos, já presentes nos veículos zero quilometro desde 2014 e que ao que consta, custa em média US$ 50,00 para ser instalado no sistema do veículo, um valor relativamente baixo pela segurança que proporciona.

Segundo a regra, todos os veículos zero quilometro comercializados nos país a partir de 2022 deveriam possuir o ESP, entretanto, com o argumento de que a pandemia atrapalhou os planos das montadoras, a obrigação ficou para 2024, mesmo com a Resolução a respeito do tema ser de 2015, e hoje possuirmos em linha alguns modelos que tinham o dispositivo em algumas versões e perderam nesse troca por visual aventureiro, rodas de liga e multimídia.

Em resumo, se você possui recursos, hoje em questão de automóveis premium, pode contar com o suprassumo da tecnologia embarcada para sua segurança, mas caos não esteja nessa condição, ou procura um veículo que conte com o máximo de itens de segurança possível, ou se dê por satisfeito em pagar um valor elevado para levar para casa o mínimo exigido para cumprir a lei.

Deveria ser diferente, com a prioridade total para a segurança e os itens de conforto, visual serem os opcionais.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Rescaldo.

Passou o Natal, réveillon, as pessoas celebraram nas cidades, no litoral, em algumas localidades aglomerações foram registradas, mesmo no período de pandemia.

Foi um período bem diferente ao de outros anos em alguns aspectos, mas não se deixou de ter aquele clima de festas, e consequentemente alguns não deixaram de misturar a bebida com a direção.

Alguns vídeos postados nas redes sociais mostram os efeitos danosos da combinação pelo país afora, e na minha cidade, observo que após a noite da virada de 2020 para 2021 alguns postes de iluminação pública, de sinalização de trânsito, estão tortos ou derrubados pelo choque de veículos contra eles.


Placas e postes de iluminação pública também sentem os efeitos da bebida e direção de alguns condutores.

Não sabemos qual o resultado final de tais eventos, mas pelas marcas anteriores aos postes, pelo menos uma pancada alguém no interior do veículo levou.

Por outro lado, também nesse início de ano, logo pela manhã relatos de dificuldades em rodovias por capotamentos, colisões, visualizamos sinistros de trânsito causados por condutores que para economizar segundos, causaram a morte de alguém que teve a infelicidade de cruzar o seu caminho, enfim, o primeiro dia útil de 2021 foi bem carregado no trânsito.

Nossa torcida é para que tenham sido eventos pontuais e não venham a representar o que pode ser constante no país com a flexibilização das regras que estão por vir.

Segundo os dados oficiais, em 2019, 31.945 foram as vítimas fatais do trânsito brasileiro, e ao que tudo indica, o ano de 2020, apesar da pandemia, de um período com menos veículos em circulação nas vias, o resultado final não deve ficar distante disso.

Vamos em frente, na expectativa do melhor para a sociedade.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Termômetro.

O Governo do Estado de São Paulo divulgou na segunda semana do mês, dados relativos aos sinistros de trânsito no mês de novembro. 



Sinistros de trânsito no Estado de São Paulo no mês de NOV/2020.



Diante do grave sinistro de trânsito ocorrido em Taguaí, em que 42 pessoas perderam a vida, houve um aumento de quase 3% nos óbitos no Estado.

Sem a ocorrência desse evento, aponta a matéria que haveria uma redução de 7%.

Os dados que apontam reduções no Estado devem ser celebrados, mas também há indicadores a apontar aumento nos óbitos nas rodovias federais, algo que de uma forma ou de outra, acaba por manter os números alarmantes.

Temos por hábito acompanhar inúmeros veículos de imprensa no país, e muitos deles retratam vários sinistros graves com óbitos, parte deles em razão do excesso de velocidade, outra parte pela união de álcool e direção.

Apesar de no mês de DEZ/2020 ainda estarmos dentro da pandemia, é visível que as pessoas tem saído mais de suas casas para celebrar com amigos, para ir à praia e os sinistros continuam a ocorrer, o que nos leva a imaginar que a séria histórica de aumento de quase 50% nos índices durante o mês serão mantidos.

A torcida é para que os números sejam os menores possíveis para que mais vidas sejam preservadas.

Vamos aguardar os próximos dados a serem divulgados, e quem sabe, um balanço de como foi o ano de 2020 no quesito preservação da vida no trânsito. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

História longe do fim!

Motociclistas, motoqueiros, enfim categorias tão distintas se encontraram: somos todos loucos, arruaceiros, egoístas, donos do último espaço livre para circulação nas vias, o chamado “corredor”.

A eventual reedição do Artigo 56A do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, despertou paixões e acirrou os ânimos de ambos os lados durante as discussões das alterações do CTB via projeto de lei número 3267/2019.

De um lado, aqueles que defendem que as motocicletas continuem a transitar entre os carros, e do outro, defensores ferrenhos da proibição, que cada veículo deve ocupar o seu espaço na via, e ali permanecer parado por longos e intermináveis minutos, minutos esses que aumentam a cada dia à medida que a frota circulante se expande, enquanto o transporte coletivo sente profundamente a ausência de benefícios que tornem a tarifa mais barata e agora, diante da pandemia, com um número menor de veículos em circulação e pessoas com receio de utilizar esse modo de transporte. 

A verdade é que a utilização do veículo “explodiu” nos últimos anos, de uma forma que a comunidade ainda não assimilou completamente a chamada cultura da motocicleta.

Cidadãos que utilizavam até então o transporte coletivo, adquiriram motocicletas para realizar seus deslocamentos, outros, como uma ferramenta de trabalho para gerar renda.

Infelizmente, alguns desses novos motociclistas, não são habilitados, ou não são adequadamente preparados, um agravante para um tipo de veículo em que a falta de atenção e qualquer descuido levam a uma queda, e consequentemente lesões, sejam elas de natureza leve até gravíssima e algumas fatais.





Para exemplificar essa situação, vale destacar alguns números. Em 1990, segundos dados extraídos do site da ABRACICLO, foram comercializadas 146.000 motocicletas. Em 2006, tal número chegou a aproximados 1.413.000 veículos vendidos, sendo que em 2014 esse número alcançou aproximadamente a marca 1.430.000 unidades e em 2019, de acordo com a FENABRAVE, 1.077.553, número esse superior ao de 2018 que havia ficado pouco abaixo de um milhão de unidades.

Por outro lado, se em 1990 foram vendidas 146.000 motos e 229 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito com motocicletas, nos últimos anos uma média de 12.000 vidas foram ceifadas pela mesma causa.

A cada cem sinistros com envolvimento de motocicletas, há vítimas em 71 deles, com automóveis, a proporção e de 7 acidentes com vítimas para cada cem ocorridos.

Os números são alarmantes, principalmente se considerarmos que grande parte das vítimas são pessoas na faixa dos 18 aos 39 anos, ou seja, quando estão em pleno vigor de sua capacidade produtiva, e causam maior apreensão, quando não englobamos nesses números aqueles que ficaram incapacitados por conta de de tais eventos.

Não há dúvida de que algo deve ser feito, mas acreditar que proibir a circulação de motocicletas entre os veículos irá por um basta nessa situação é algo um tanto quanto otimista ao extremo, mas um mínimo de ordem é desejável.

Assim como os medidores de velocidade autuam somente aqueles condutores que desrespeitam com seus veículos os limites estabelecidos, é necessário punir aqueles que excedem a velocidade quando o trânsito fica lento ou parado e a motocicleta pode então gozar da agilidade proporcionada pela sua pequena dimensão.     

Essa era a intenção quando se tentou reeditar o artigo 56A do CTB.       

Como motociclista, posso afirmar que o maior perigo quando circulamos por entre veículos parados é a velocidade empregada, pois circular em velocidade baixa, de no máxima 40 Km/h, reduz e muito a possibilidade de acidentes, notadamente aqueles de natureza grave/gravíssima.

Por várias vezes, tentei conduzir minha motocicleta, nos termos propostos, ou seja, com ela ocupando o espaço de um veículo, e fiquei impressionado em como somos hostilizados pelos condutores em semáforos, congestionamentos, que não admitem ter aquele espaço vago na via, em que podem colocar seus veículos e andar 30 centímetros, ocupado por uma motocicleta, isso sem contar as inúmeras fechadas.

Todos aqueles que adquirem uma motocicleta, certamente os fazem para poder agilizar suas tarefas no dia-a-dia com o mínimo de consumo de combustível. 

Sem esforços, ou abusando da velocidade, por sua natureza, a motocicleta arranca antes dos veículos em semáforos, e ainda que lentamente, vence com facilidade os congestionamentos e a lentidão do trânsito que assola as cidades brasileiras, motivos pelos quais entendemos não ser necessário abusar da velocidade.

Infelizmente, temos neste país, a tendência de resolver os problemas com proibições, ou então fechando os olhos para a questão principal
, ao invés de se estudar o problema e buscar soluções. 

Com esse tipo de postura, os justos pagam pelos pecadores, e no caso em tela, os bons motociclistas pagarão pelos inconsequentes, caindo todos na vala comum, rotulados como infratores contumazes.

Ações ininterruptas de educação para o trânsito e formação de condutores mais eficaz, atreladas a operações de fiscalização mais intensas, essas sim são as chaves para a diminuição dos índices de acidentes, e consequentemente de mortes ocorridas no trânsito.


segunda-feira, 6 de abril de 2020

Redução positiva!

Após vinte dias de isolamento social, ao menos na área de trânsito, ele tem sido um aliado importante na redução das vítimas graves de acidentes que necessitam de leitos de terapia intensiva.



Menos acidentes graves, mais leitos de UTI disponíveis para pessoas doentes. Imagem: internet



Em Sorocaba, o diretor da unidade de saúde referência em atendimento a tais vítimas, em entrevista para a rádio Cruzeiro FM 92,3, atestou que em tempos "normais", 85% dos leitos de UTI estão ocupados pelas vítimas do trânsito.

Durante o período de isolamento social, esse número foi reduzido para 50%. 

Ainda é um número elevado, mas uma redução de 35% é significativa, ainda mais em tempos de pandemia em que esse leitos são de suma importância.

Também pelo país pipocam dados da redução anotada no número de acidentes, não poderia ser diferente, é claro, estudos apontam uma redução no tráfego de veículos de 70% em média, mas são vidas preservadas, e mesmo que seja UMA  vida preservada, é algo que precisa ser destacado.

Em São Paulo, capital, o número de acidentes fatais caiu 28% em comparação ao mês de janeiro, e 9% em relação a fevereiro, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego - CET.

O COVID19 ao redor do mundo tem ceifado muitas vidas, os dados são tristes, independentemente da idade dos que vem a óbito, se possuem comorbidades ou não, algo que alguns tentam relevar e usam como argumento para a eventual volta a situação anterior de comércio aberto, escolas em atividades normais, enfim, da vida como estamos acostumados.

Mas também esses números mostram o quanto o trânsito com seus números é cruel em comparação a essa pandemia que na Itália, até essa data, ceifou mais de 10 mil vidas em todo o período.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS na terceira conferência global de segurança viária, realizada no mês de fevereiro em Estocolmo, Suécia, o trânsito antes da COVID19, era a causa de morte de 3700 pessoas/dia.

Dentro desse período de pandemia, o Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV apresentou dos dados preliminares do DATASUS referente ao número de mortos no trânsito em 2018, há um delay em relação aos números de dois anos.

Das aproximadas 35.500 mortes de 2017, o Brasil reduziu para 32.121, número esse que sempre aumenta na consolidação dos dados, mas é importante registrar a redução nacional, pois 2018 foi um ano de aumento nos números de algumas localidades.

Preocupante mesmo nesse período tem sido os dados do transporte coletivo, com quedas significativas na demanda de usuários e que pode ser um problema mais adiante na vida dos gestores públicos, da população, mas esse é um tema para outra postagem!


segunda-feira, 23 de março de 2020

Epidemias diferentes, um só destino.

E a pandemia do COVID19 passou a fazer parte do dia a dia dos brasileiros.

Seja na televisão, rádio, internet, grupos de WhatsApp, o assunto domina os debates, conversas, e até mesmo há relatos de brigas ocasionadas por entendimentos divergentes em relação ao tema, em especial quando ele passa a contar com o tempero político.

Seja no trânsito, na pandemia, perceber o risco é essencial. Dados/imagens: internet



Aos nossos olhos, a sensação é de pânico, pavor e incertezas, e não é para menos uma vez que as previsões são as piores possíveis para o nosso país.

Para colaborar, ainda temos a questão do brasileiro, em sua grande maioria, achar que as coisas ruins só acontecem com os outros. 

No trânsito é assim, na Saúde Pública não seria diferente!

Para ambos os temas, em especial no caso da pandemia, é preciso que as pessoas tenham a percepção do risco que as atitudes equivocadas podem proporcionar.

Informações a respeito não faltam, mas...

O primeiro final de semana do chamado isolamento social mostrou quantas e quantas pessoas ainda se arriscaram nas vias públicas em passeios, nas praias, que demandaram ações com Polícia e fiscalização constante para evitar aglomerações.

Próximo de onde resido, até uma espécie de "micareta sertaneja" um vizinho realizou no domingo a tarde, ocasião em que a casa dele ficou repleta de pessoas.

Tais situações mostram como o brasileiro se arrisca!

Mesma coisa no trânsito com a condução sem a devida atenção, com os olhos voltados para o celular, o excesso de velocidade nas vias públicas, o avanço ao sinal vermelho do semáforo.

Em ambos os casos, a ausência da percepção do risco leva o cidadão para o mesmo local, um leito hospitalar.

E aí a coisa complica em tempos de pandemia.

Normalmente não se tem disponíveis leitos hospitalares, a grande maioria deles está ocupada por vítimas de acidentes de trânsito, pessoas que não deveriam ali estar.

Eis que a pandemia se apresenta e o que ouvimos das autoridades é que a maior dificuldade será ofertar leitos para o maior número possível de infectados pelo COVID19, leitos de UTI, respiradores mecânicos.

Para tentar reduzir os riscos de acidentes graves ou fatais, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, sugeriu a Frente Nacional de Prefeitos - FNP que solicite ao Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN a edição de uma Resolução para estabelecer os 50Km/h como velocidade máxima permitida nas vias urbanas, mas ainda sem um retorno quanto a isso.

Nesse sentido, é importante que as pessoas reflitam, mais uma vez pedimos que tenham consciência ao conduzir, para evitar acidentes, riscos desnecessários e ter a necessidade de ir para um hospital ou serviços de saúde.

Para sua saúde, da sua Família, conduza com atenção, e saia de casa somente o necessário!

#FicaEmCasa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Ninguém escapa dela!

Transitar em dias de chuva é sempre mais complicado, independentemente da condição que o usuário da via esteja no momento.


Pedestres e ciclistas também devem ficar atentos na chuva. Imagem: internet


Tendo em vista que 65% dos deslocamentos diários pelos menos em parte são realizados a pé, é importante que também o pedestre fique atento para transitar em condições de chuvas.

O primeiro ponto, que também cabe para o ciclista, é que em dias de chuvas dê preferência para roupas claras, que facilitem a visualização dos condutores de veículos motorizados ou não.

Procure sempre utilizar calçados com boa aderência ao piso, uma vez que quando molhados, alguns pavimentos podem se tornar escorregadios, em especial nos pontos de entrada/saída de postos de combustíveis, estacionamentos coletivos.

Também deve procurar estar sempre visível, para atravessar uma via, evite se posicionar atrás de obstáculos, mas espere em cima da calçada para maior segurança.

Onde houver a necessidade de atravessar uma rodovia, procure sempre fazer o deslocamento em passarelas ou passagens específicas para isso. Atravessar uma rodovia com clima seco já é algo arriscado, fica ainda mais perigoso em condições de chuva.

Para o ciclista que precisa se deslocar com o veículo na chuva, a dica além de roupas visíveis, claras, é que procure acionar o sistema de iluminação da bicicleta, caso possua, para reforçar sua presença na via, se possível, utilize um óculos transparente para evitar que os pingos caiam diretamente nos olhos, reduza a velocidade e esteja atento as condições do pavimento, se eles com poças, não escondem buracos que podem levar a queda.

Nas vias que possuem ciclovias ou ciclofaixas, preferencialmente transite por elas, pois são espaços geralmente dotados de meios para reforçar perante o condutor do veículo automotor, que ali transitam ciclistas.


Para todos condutores, as dicas sempre são a de reduzir a velocidade, aumentar a distância do veículo que segue a frente, sinalizar antecipadamente qualquer deslocamento lateral, deixar de lado o celular e prestar atenção total ao trânsito, e sempre cuidar da manutenção do veículo, de forma que não seja surpreendido com a perda de aderência por pneus desgastados, palhetas dos limpadores que não funcionam ou mesmo, lâmpadas queimadas no sistema de iluminação do veículo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Desnecessária redução!

Conduzir um veículo, diferente do que muitos pensam, necessita de muita atenção do condutor.


No trânsito, a atenção deve ser total a todo momento!


A atenção das pessoas inevitavelmente está direcionada para evitar uma autuação, algo natural, pois algumas infrações podem pesar no bolso, entretanto, a atenção principal que deveria existir é com a de evitar se envolver ou causar um acidente.

Sendo assim, quando o condutor combina o ato de dirigir com o celular, se entretêm com o que acontece no banco de trás do veículo, ou se distrai por motivos diversos, está mais próximo de um acidente do que imagina.

Por vezes, o acidente pode ocorrer nem tanto pelo abuso na condução, mas também pelo excesso de zelo para evitar uma autuação.

Para ilustrar essa situação de zelo em excesso que representa um risco, cito um caso do último sábado.

Hora do almoço, Alec e eu estávamos de automóvel, seguindo sentido Itu/SP. Veículo com o controle de velocidade de cruzeiro travado em 108Km/h, o limite da via regulamentado é de 110Km/h, olhos nos retrovisores, tudo transcorria sem novidades.

Veículo na faixa da direita, faixa da esquerda para ultrapassar veículos mais lentos e assim seguimos alguns quilômetros na Rodovia José Ermírio de Moraes, a chamada "Castelinho".

Eis que em determinado momento, no trecho da empresa ABB, uma sequencia de três veículos passaram por nós, uma BMW, uma Hilux e um Clio Sedan da cor preta.

Pela velocidade, os dois primeiros acima dos 110Km/h e o terceiro dentro do limite, pois passou por nós e pouco abriu.

Mais adiante, na ponte da rodovia, local onde sempre há um equipamento medidor de velocidade estático, o condutor do Clio ao avista-lo, pisou no freio bruscamente, de forma a quase estancar o veículo na via.

Quem seguia atrás, como nós, nos 108Km/h teve que adotar medidas evasivas para não atingir o veículo que não estava fora do limite regulamentado, mas por algum motivo resolveu baixar a velocidade para a casa dos 80, 70Km/h ao visualizar o equipamento medidor de velocidade estático.

Essa mistura de excesso de zelo, com imprudência poderia causar um sério acidente, a considerar que há uma ponte no local e os veículos atrás não teriam para onde desviar.

É possível que quando o condutor acionou os freios, ele nem ao menos olhou pelos retrovisores!

Por sorte os veículos que vinham atrás tinham guardado relativa distância de segurança do veículo, mas o susto se fez presente.

Portanto, cabe aqui o reforço, ao transitar, esteja sempre atento ao que acontece no trânsito, na via, respeite os limites de velocidade e se porventura estiver a conduzir dentro do limite de velocidade permitido, esteja ciente de que não será autuado, não sendo necessário reduzir a velocidade bruscamente 30, 40Km/h.

Esteja sempre atento ao trânsito, se mantenha VIVO!


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Descanso e repouso merecidos.

Com vistas a proporcionar melhores condições de conforto, dignidade para os profissionais do transporte rodoviário de cargas e de passageiros, foi publicada no dia 03/DEZ a Portaria número 1343/2019 do Ministério da Economia/Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

Determinada portaria estabelece as condições mínimas de segurança, sanitárias e de conforto em locais de espera, repouso e descanso para os profissionais do transporte rodoviário de passageiros e de cargas.

Dentre as principais obrigações que constam na Portaria, há a obrigação de banheiros separados, chuveiros com água fria e quente, vasos sanitários com tampa, sendo vedado o uso de banheiros químicos.

A Portaria também permite que nos locais de espera ou repouso, os usuários possam utilizar a caixa própria de cozinha ou similar para suas refeições, desde que não venham a comprometer a segurança do local.

O acesso de crianças nos espaços de espera ou repouso é proibido, exceto se acompanhados pelos responsáveis ou por eles autorizados.


Portaria visa dar melhores condições aos profissionais do volante.


Os locais hoje existentes que não atendam aos critérios da Portaria terão o prazo de um ano para adequação.

É importante a edição de uma portaria nesse sentido, mas seria melhor se de fato os profissionais do volante viessem a dispor de tais espaços não por obrigação, mas pelo reconhecimento de que o descanso é necessário.

Em parte das rodovias federais que transitamos com frequência, não raro nos deparamos com pontos as suas margens, outrora utilizados como postos fiscais, abandonados, com instalações depredadas, que poderiam ser utilizadas para tal finalidade, algo que ajudaria a reduzir despesas, pois o pernoite em alguns postos está condicionado ao abastecimento acima de 100,00 Reais.

Um condutor descansado tem mais atenção para o trânsito, é mais seguro para todos os usuários das vias.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Suspender a segurança.

Caminhões com caçambas basculantes levantadas e em movimento são um risco para a segurança viária, acidentes gravíssimos já ocorreram.

O Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN criou norma a respeito para evitar novas tragédias da mesma natureza, mas ela caminha para ser suspensa.



Caçamba levantada é um risco, pode ser evitado, mas a norma pode ser suspensa. Foto: Internet



Não são poucos os que tem recente na memória, acidentes com caminhões que derrubaram passarelas, pontes e e ceifaram diversas vidas no país.

Na esteira dos trágicos eventos, o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN editou em 2015 a Resolução de número 563 que tornou obrigatório o uso de dispositivos de segurança que impedem o levantamento involuntário da caçamba com o veículo em movimento.

Determinada regra entraria em vigor em 2016, passou a 2017, 2018 e enfim entrou em vigor em 2019 uma vez que a Portaria que a suspendeu em 2018 teve a validade expirada.

Apesar de ser um importante item de segurança para quem trabalha com o veículo que tem a caçamba basculante, para os demais usuários das vias, em especial pedestres em passarelas, um projeto de decreto legislativo visa suspender os efeitos da Resolução.

Segundo o autor da proposta, os custos para a implantação do dispositivo seriam excessivos.

Uma pesquisa na internet aponta que o kit instalado em um veículo que possui a caçamba basculante custa por volta de mil Reais.

O dispositivo que a Resolução prevê, somente permite o levantamento da caçamba mediante dois comandos, com um alerta visual e sonoro de reforço para chamar a atenção do condutor.

Pelo andar da carruagem, é grande a chance de que a norma venha a ser suspensa.

Certo mesmo é que se uma nova tragédia vier a ocorrer pela mesma causa, um novo projeto de lei irá surgir, infelizmente isso tem sido algo constante em nosso país.

Dinheiro utilizado para ações preventivas, de segurança não são despesas, são investimentos na preservação da vida!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Tropeiro moderno?


O trânsito brasileiro proporciona algumas cenas dignas de filmes de tão estranhas e curiosas. 

A alguns meses, o Jornal da Cruzeiro FM 92,3 relatou um flagrante realizado, em que um animal de grande porte era transportado em uma rodovia da região no interior de um automóvel.


O transporte de animais deve ocorrer de forma responsável. Imagem: internet


Tal situação foi destaque na imprensa como um todo pelo inusitado da cena.

Durante a semana, em nossos deslocamentos pela cidade, na Avenida Adão Pereira de Camargo, nos deparamos com uma lentidão incomum para o horário.

Parecia até que um acidente teria ocorrido na via, tamanho tumulto, veículos saindo da faixa da direita e central indo para a da esquerda.

Quando enfim a visão a nossa frente abriu, qual não foi a surpresa ao nos depararmos com um cavalo, amarrado a uma corda, sendo puxado pelos ocupantes de um automóvel VW/Gol, similar a imagem que ilustra esta postagem, mas ao invés do condutor, era o passageiro quem segurava a corda.

A distância da corda era relativamente grande, o que contribui para gerar todo o transtorno para os usuários da via, isso sem contar os riscos.

Essas duas situações inusitadas mostram o quanto o condutor brasileiro ignora situações de perigo que podem resultar em acidentes.

São duas situações passíveis de autuação, mas que antes de mais nada podem acarretar acidentes, prejuízos físicos e financeiros para quem comete o ato e para quem de uma forma ou de outra acaba se envolvendo.

Ao realizar o transporte de um animal, independentemente do porte, local em que ele será transportado, seja sempre responsável.

Se um pequeno cachorro ou gato solto no interior do veículo é um perigo, o que dizer então para quem transporta/conduz um animal de grande porte de forma inadequada.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Ligação direta.

Não possuímos no Brasil dados relativos aos acidentes causados pelo uso do celular ao volante.



Celular e direção, risco constante. Imagem: da internet.


Já uma pesquisa realizada pela Fundação Línea Directa em colaboração com o Instituto de Tráfego e segurança rodoviária da Universidade de Valência na Espanha e divulgada recentemente, apontou que o uso do celular enquanto dirige causa a morte de 390 pessoas.

Além disso, o estudo aponta que as distrações no celular causam 20% de todas as mortes - uma em cada cinco - em acidentes de trânsito e um total de quase 8.000 acidentes com vítimas.
  
O estudo estima que cerca de 13 milhões de condutores usam o celular enquanto dirigem o veículo; e que cerca de 600.000 se consideram "verdadeiros viciados em celulares" e reconhecem que "não conseguem parar de olhar para ele" enquanto estão ao volante.

Além disso, quase 2 milhões de motoristas afirmam que estão dirigindo enquanto fazem selfies; 2 milhões dizem ter usado as redes sociais enquanto dirigia e quase 10 milhões enviaram mensagens no WhatsApp enquanto dirigiam.

Em relação às circunstâncias dos acidentes causados ​​pelas distrações pelo celular, o estudo estabelece que geralmente são saídas de pista e colisões traseiras, realizados principalmente por motoristas que viajam sozinhos, em carros, no início e no final da semana de trabalho e em boas condições. condições meteorológicas e circulatórias. 

Acidentes que geralmente são "de grande violência" , uma vez que não há capacidade de apreciar os obstáculos e o perigo não é visto.

O relatório também estabelece o perfil do motorista que costuma usar o celular ao volante: um jovem de 18 a 24 anos que o usa em semáforos, engarrafamentos e quando estima que "a estrada é segura" .

Em relação aos motivos para usar e observar o celular enquanto dirige, os motivos mais citados são: “se eles têm algo urgente” , “motivos de trabalho” , “personalizados” e “tédio” .

O estudo também destaca o alto grau de ignorância entre os motoristas espanhóis em relação aos regulamentos sobre o uso de telefones celulares ao volante:

- 11 milhões de motoristas ignoram o que é e o que não é permitido fazer com o celular ao dirigir (apenas no modo viva-voz, nunca o manipule);

- Quase 320.000 acreditam que é permitido falar com as mãos livres 

- 80% desconhecem os valores das multas.

Assim, como no Brasil, na Espanha o celular é um problema para a segurança viária, no entanto, eles tem dados e podem trabalhar a prevenção e a fiscalização desse comportamento perigoso no trânsito.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Pelas vias do país.

No sábado anterior ao Dia dos Pais, minha Esposa e eu saímos realizar algumas atividades pela cidade.


Transitar nas vias do país proporciona um grande aprendizado para quem milita na área.


Apesar do país tecnicamente em crise, havia muito movimento nas vias, filas nos acessos para os centros de compras, hipermercados.

Enquanto realizávamos nossos deslocamentos, após um Fiat Stilo a nossa frente transitar com uma criança "pendurada" no vidro da porta traseira direita, passamos a observar o comportamento das pessoas em relação ao transporte das crianças.

Como era véspera do Dia dos Pais, obviamente muitas crianças acompanhavam os seus, e nos chamou a atenção o número delas sendo transportadas tal qual no Stilo.

Era criança em pé no banco traseiro do Gol, no colo da passageira do Corolla, de joelhos olhando para trás no Palio.

Em grande parte dos veículos, o condutor e passageiro do banco dianteiro utilizavam o cinto, mas a criança, ali, solta.

Visualizamos essas situações nos bairros, na área central da cidade, o que mostra que a percepção de risco dos adultos em relação a segurança das crianças não está assim tão evoluída a ponto de deixar de ser o transporte realizado de forma irregular uma infração gravíssima para passar a ser de natureza leve ou média, cabendo apenas uma advertência por escrito.

Acidentes de trânsito estão entre as principais causas de mortes de crianças, é preciso cuidar delas, cuidar de todos, pois o trânsito no país mata, e mata muito.

Vamos em frente!

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Menos com mais.


Contribuição com comentários para a Rede Brasil Atual.

O tema foi a redução de acidentes com o aumento das vítimas fatais em rodovias federais.

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