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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A proteção que falta!

É de amplo conhecimento que sinistros de trânsito com o envolvimento de motociclistas, quase sempre resultam em lesões para eles. A depender da velocidade empregada, podem ser lesões leves, graves e até fatais.

Como já observamos em alguns estudos, em casos práticos que acompanhamos, poderiam ser evitados com a adoção de medidas de segurança por parte dos usuários das motocicletas, e também por alterações na infraestrutura urbana, rodoviária, que de forma até involuntária, ignora os veículos motorizados de duas rodas.

Para solucionar ou minimizar os riscos de tais eventos, é preciso um esforço conjunto entre condutores com mudança de comportamentos, poder público e todos aqueles que possuem competência em relação a segurança viária.


Sistema de proteção para motociclistas em defensas metálicas já em utilização no exterior. Imagem: internet.


Um tema que sempre desperta atenção em relação a essa mudança, uma forma de aumentar a segurança para os usuários de veículos de duas rodas diz respeito as defensas metálicas, algo que eu como motociclista tenho muito medo de "encontrar" pela frente em uma eventual queda.

Quando transitamos de motocicleta em rodovias, é comum utilizarmos vestimentas de segurança como jaquetas, calças, sapatos e luvas com proteções, para minimizar os efeitos de uma queda, uma vez que ninguém está isento disso.

Ao utilizar tais equipamentos de proteção, a tendência é que eles permitam ao usuário da motocicleta deslizar em caso de queda.

Ocorre que em determinados casos, ao cair, deslizar, o condutor ou passageiro da motocicleta pode ter a infelicidade de atingir uma coluna de sustentação da defensa metálica, e o que poderia salvar uma vida, na realidade pode potencializar a lesão e até mesmo causar o óbito.


Sistema de defensas metálicas utilizadas em uma rodovia brasileira com fluxo considerável de motocicletas


Aqueles que tem nervos de aço e estomago forte não se importam em ver as imagens de pessoas que perderam a vida dilacerados em tais colunas, que para atender fielmente sua função, devem estar implantadas em uma profundidade considerável.

Preocupado com isso, a Espanha, um país com forte uso da motocicleta, com muitos pilotos vencedores no motociclismo de velocidade, desenvolveu há alguns anos, uma campanha, com envolvimento dos grandes astros do motociclismo inclusive, pela mudança na forma como são implantadas as defensas metálicas, com propostas de dispositivos para evitar que motociclistas sejam lesionados ou mortos em decorrência do choque com as colunas.

Algumas então passaram a possuir mais uma lâmina metálica, para evitar o choque, ou ainda, em materiais como policarbonato, que tem a função de reduzir de forma mais suave o impacto do corpo com o dispositivo.

Citamos o caso da Espanha, mas há outros países do mundo que já utilizam essa solução (e algumas outras para impedir que o motociclista caia em outra pista, por exemplo) em benefício da preservação a vida dos usuários de veículos de duas rodas.

Equipamentos de proteção para motociclistas são importantes, mas podem não ser o suficientes em determinados casos.


No Brasil, em nossas andanças pelos Estados do Sudeste, Sul, ainda não tivemos a oportunidade de visualizar a utilização de tais equipamentos nas vias urbanas ou rurais (rodovias), mas é algo que já poderia estar disponível, ao menos nas vias com maior fluxo de veículos de duas rodas.

É importante salientar que somente exigir do motociclista o uso de vestimentas de proteção não é o suficiente para preservar vidas, mas também um forte trabalho preventivo na infraestrutura.

Quando se trata de preservar vidas, uma que seja, não se tem despesas, mas investimentos com retornos garantidos.
 


segunda-feira, 12 de julho de 2021

Ranking!

Convidado pela jornalista Lígia, do jornal Diário do Nordeste, comentamos os dados disponíveis que levam o Estado do Ceará ao terceiro posto daqueles que mais pagam indenizações relativas a sinistros de trânsito com motociclistas.

Clique no link para ter acesso a matéria.


https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/metro/ceara-e-o-terceiro-estado-do-pais-em-numero-de-indenizacoes-pagas-a-vitimas-de-acidentes-com-motos-1.3107467




segunda-feira, 24 de maio de 2021

Tenha essa informação na cabeça.

Os sinistros de trânsito com motociclistas tem sido destaque em Sorocaba.

A análise dos dados, realizadas pelo Jornalista Marce Scinocca aponta e isso e comentamos na matéria a respeito.

Clique no link para ler:

https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/noticias/2021/05/672894-maioria-dos-acidentes-fatais-envolve-motos.html 


A condução de motocicletas demanda muita atenção dos condutores.


terça-feira, 13 de abril de 2021

Drops 2 - Alterações CTB - MOTOCICLETA

No Drops de hoje das alterações do CTB, comentamos a respeito das mudanças no Código de Trânsito Brasileiro - CTB que envolvem o uso da motocicleta.

Clique no link, assista, envie suas dúvidas:


www.youtube.com/watch?v=IukhHd3Zpoo





No Drops do CTB de hoje o assunto é MOTOCICLETA!








segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Escalada!

O jornal Folha de São Paulo do dia 30/JAN/2021, trouxe em suas páginas, uma longa matéria, a qual abordava a escalada dos sinistros de trânsito e o que isso representa para a sociedade em relação aos leitos hospitalares, em especial os das Unidades de Terapia Intensiva - UTI.

Esse é um tema que os leitores do CamPitacos já leram, mas é importante destacar os dados apontados pelo jornal, tendo como base o InfoSiga do Governo do Estado de São Paulo.


Sinistros de trânsito com motociclistas tem sido predominantes na pandemia.

Apesar de 2020 ter sido o ano da pandemia, com redução da atividade econômica no Estado, o que afetou os Municípios como um todo, a redução de sinistros em comparação a 2019 foi de 9,3% nos acidentes com vítimas, e de 7,6% nos com vítimas fatais.

E apesar do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas no mês de maio ter reduzido em 50% o número de atendimentos em comparação com 2019, nos meses de novembro e dezembro os números ficaram iguais, o que é preocupante.

É preocupante a situação a medida que diante da falta de leitos de UTI digamos "comuns", as vítimas graves dos sinistros, quando há, precisam ser direcionadas para os leitos COVID19.

A matéria reforça a posição de que os brasileiros precisam ter maior cuidado no trânsito e na prevenção do vírus, para evitar passar por essa condição de espera de leitos disponíveis. 

O fato da maior parte das vítimas serem motociclistas, reforça a ideia de que esses condutores estão acelerando demais nas vias em busca de gerar mais renda no desenvolvimento das atividades de entrega, algo de suma importância quando as pessoas devem evitar sair de suas casas, mas que não justifica se colocarem em situações de riscos.

O que se observa e constata com dados na capital, não difere muito do que acontece no interior. 

Em Sorocaba, para qualquer lado que se olhe, há um motociclista a cometer uma "inocente" infração de trânsito para economizar míseros segundos. Talvez os comportamentos mais reprováveis por aqui seja o avanço do sinal vermelho e o corte de trajeto pelo canteiro central.

Essas posturas inadequadas por mais de uma vez nos fizeram visualizar quase acidentes em grande vias da cidade.

A expectativa é que esse alerta do jornal, ajude a sensibilizar nossas autoridades, para o desenvolvimento de medidas de orientação e fiscalização para os condutores, para reforçar que eles são importantes para suas famílias, e para a sociedade pela atividade que desenvolvem. 

Seguimos acompanhando esse tema!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Bem comum!


Usuários habituais de motocicletas em grande parte conhecem algumas combinações que não apresentam muita segurança para o transitar com o veículo.

Óleo no pavimento, esteja ele seco ou molhado é uma combinação terrível para quem está em um veículo de duas rodas, sendo praticamente impossível se manter em pé. 

Outra situação de grande tensão está atrelada a sinalização viária. 

Algumas delas possuem grau de aderência não muito adequados, fato esse que com o piso molhado ou úmido podem representar uma queda.

Essa situação em particular melhorou muito nos últimos anos, as tintas são mais aderentes, mas nunca é demais ser prudente e evitar utilizar os freios ou acelerar quando passar pela sinalização, em especial após um longo período sem chuvas.

Por outro lado, temos um procedimento que ainda hoje é realizado e é reprovável pelos riscos: o uso da tinta preta para apagar/remover sinalização viária antiga ou aplicada de forma incorreta.

No sábado dia 09/JAN/2021 transitamos na Praça dos Bombeiros X Avenida Dom Aguirre em Sorocaba e nos deparamos com o bolsão de espera para motociclistas todo pintado de preto, solução encontrada para apagar a sinalização antiga.

Ao olhar para o pavimento pintado, se notava que aquilo poderia render alguma queda, principalmente de motociclistas menos experientes nesses dias de verão com chuvas praticamente diárias.

Fizemos o registro e realizamos a postagem com o alerta a respeito, a qual teve uma repercussão interessante na interação dos seguidores.


Praça dos Bombeiros X Avenida Dom Aguirre, 09/JAN/2021.


Passados três dias, fomos informados pelos responsáveis que a situação tinha sido revista, alterada, com a remoção da tinta preta com o uso de um fresadora e posteriormente a sinalização com o pictograma do motociclista foi implantado.

Muito gratificante ter esse retorno das ações desenvolvidas, pois a intenção da postagem no Instagram e WhatsApp foi o de alertar para a segurança dos usuários das vias.


Praça dos Bombeiros X Avenida Dom Aguirre, 12/JAN/2021. Imagem: SEMOB


Com o pronto retorno, ganham os motociclistas que tem um espaço seguro para aguardar a abertura do sinal vermelho, e ganha o poder público que evita despesas com eventuais quedas de motociclistas, ciclistas ou mesmo pedestres que poderiam escorregar na tinta preta.

Vamos em frente!


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cuide bem do seu, do seu amigo!

Um antigo ditado popular diz que nunca se deve colocar as mãos onde não é chamado. 

Atualmente essa máxima continua valendo para um importante item de segurança, o capacete do motociclista.


Cuidar bem do capacete é um dever do motociclista. Ele é o principal item de segurança do usuário.


Apesar de parecer algo inocente mexer em um capacete, o cuidado com ele, com sua integridade é de fundamental importância para a segurança do usuário.

Eventuais quedas, ainda que a baixa estatura, sem danos aparentes, pode comprometer a estrutura interna de proteção do dispositivo e consequentemente a vida de quem o utiliza.

Também em uma queda por descuido, a viseira pode vir a quebrar, tornando arriscado o ato de conduzir e sujeita o condutor a uma autuação que pode oscilar entre uma penalidade de natureza leve ou gravíssima.

Vale também lembrar que uma viseira suja, ou mesmo com inúmeras marcas de mãos, em condições de chuva irá reduzir sensivelmente a visibilidade do condutor.

O uso de viseiras possui regras que o condutor não pode esquecer: sempre abaixada (ou óculos de proteção para modelos abertos), permitido uma abertura mínima ao transitar. 

Viseira escura, somente durante o dia, sendo PROIBIDO o uso dos modelos espelhados.

Manter o capacete em bom estado de conservação, muito mais que demonstrar o zelo do proprietário pelo seu principal item de segurança, é uma regra, pois utilizar capacete em mal estado pode ocasionar uma autuação, mesmo que se trate de um capacete novo. 

É importante frisar que os refletivos devem permitir a visualização do capacete durante a noite.

Apesar de recomendada a troca do capacete a cada três anos, o dispositivo não é um produto perecível, sendo bem cuidado e conservado conforme previsto no manual, pode durar anos e anos. É importante destacar que capacetes dos chamados fabricantes premium, só de garantia, possuem CINCO ANOS diante da qualidade dos materiais empregados na fabricação.

Um caso ocorrido em Sorocaba, que posteriormente foi retratado em campanhas educativas, mostrava um capacete de excelente qualidade, que suportou a pressão de um pneu de caminhão, sem causar qualquer lesão ao motociclista que o utilizava na ocasião da queda.

Por outro lado, caso a estrutura interna comece a apresentar folga em excesso, a cinta jugular comece a desfiar pela constante utilização, não hesite, realize a troca o quanto antes.

Um tema que sempre desperta polêmica em relação aos capacetes diz respeito ao selo do INMETRO. 

Para modelos produzidos a partir de 2007, ele é obrigatório, sendo a eventual ausência suprida pela etiqueta interna demonstrando que ele atende as recomendações da NBR-7471 e foi aprovado por instituição reconhecida.

O mercado apresenta produtos de diversos tipos, modelos e preços, mas recomendamos nunca escolher pelo mais barato, mas sim, por aquele que pode oferecer mais segurança para o usuário. Comprar um bom capacete não é despesa, mas sim, um investimento em segurança.

Utilizar corretamente o capacete, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego - ABRAMET, diminui o risco e a gravidade de lesão em cerca de 72% e reduz a probabilidade de morte em até 40%.

Por esse motivo, fica a recomendação para os demais: nunca mexa em um capacete de motociclista e caso o faça, precise fazer isso, tenha cuidado, pois o que ele protege, não tem reposição!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

História longe do fim!

Motociclistas, motoqueiros, enfim categorias tão distintas se encontraram: somos todos loucos, arruaceiros, egoístas, donos do último espaço livre para circulação nas vias, o chamado “corredor”.

A eventual reedição do Artigo 56A do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, despertou paixões e acirrou os ânimos de ambos os lados durante as discussões das alterações do CTB via projeto de lei número 3267/2019.

De um lado, aqueles que defendem que as motocicletas continuem a transitar entre os carros, e do outro, defensores ferrenhos da proibição, que cada veículo deve ocupar o seu espaço na via, e ali permanecer parado por longos e intermináveis minutos, minutos esses que aumentam a cada dia à medida que a frota circulante se expande, enquanto o transporte coletivo sente profundamente a ausência de benefícios que tornem a tarifa mais barata e agora, diante da pandemia, com um número menor de veículos em circulação e pessoas com receio de utilizar esse modo de transporte. 

A verdade é que a utilização do veículo “explodiu” nos últimos anos, de uma forma que a comunidade ainda não assimilou completamente a chamada cultura da motocicleta.

Cidadãos que utilizavam até então o transporte coletivo, adquiriram motocicletas para realizar seus deslocamentos, outros, como uma ferramenta de trabalho para gerar renda.

Infelizmente, alguns desses novos motociclistas, não são habilitados, ou não são adequadamente preparados, um agravante para um tipo de veículo em que a falta de atenção e qualquer descuido levam a uma queda, e consequentemente lesões, sejam elas de natureza leve até gravíssima e algumas fatais.





Para exemplificar essa situação, vale destacar alguns números. Em 1990, segundos dados extraídos do site da ABRACICLO, foram comercializadas 146.000 motocicletas. Em 2006, tal número chegou a aproximados 1.413.000 veículos vendidos, sendo que em 2014 esse número alcançou aproximadamente a marca 1.430.000 unidades e em 2019, de acordo com a FENABRAVE, 1.077.553, número esse superior ao de 2018 que havia ficado pouco abaixo de um milhão de unidades.

Por outro lado, se em 1990 foram vendidas 146.000 motos e 229 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito com motocicletas, nos últimos anos uma média de 12.000 vidas foram ceifadas pela mesma causa.

A cada cem sinistros com envolvimento de motocicletas, há vítimas em 71 deles, com automóveis, a proporção e de 7 acidentes com vítimas para cada cem ocorridos.

Os números são alarmantes, principalmente se considerarmos que grande parte das vítimas são pessoas na faixa dos 18 aos 39 anos, ou seja, quando estão em pleno vigor de sua capacidade produtiva, e causam maior apreensão, quando não englobamos nesses números aqueles que ficaram incapacitados por conta de de tais eventos.

Não há dúvida de que algo deve ser feito, mas acreditar que proibir a circulação de motocicletas entre os veículos irá por um basta nessa situação é algo um tanto quanto otimista ao extremo, mas um mínimo de ordem é desejável.

Assim como os medidores de velocidade autuam somente aqueles condutores que desrespeitam com seus veículos os limites estabelecidos, é necessário punir aqueles que excedem a velocidade quando o trânsito fica lento ou parado e a motocicleta pode então gozar da agilidade proporcionada pela sua pequena dimensão.     

Essa era a intenção quando se tentou reeditar o artigo 56A do CTB.       

Como motociclista, posso afirmar que o maior perigo quando circulamos por entre veículos parados é a velocidade empregada, pois circular em velocidade baixa, de no máxima 40 Km/h, reduz e muito a possibilidade de acidentes, notadamente aqueles de natureza grave/gravíssima.

Por várias vezes, tentei conduzir minha motocicleta, nos termos propostos, ou seja, com ela ocupando o espaço de um veículo, e fiquei impressionado em como somos hostilizados pelos condutores em semáforos, congestionamentos, que não admitem ter aquele espaço vago na via, em que podem colocar seus veículos e andar 30 centímetros, ocupado por uma motocicleta, isso sem contar as inúmeras fechadas.

Todos aqueles que adquirem uma motocicleta, certamente os fazem para poder agilizar suas tarefas no dia-a-dia com o mínimo de consumo de combustível. 

Sem esforços, ou abusando da velocidade, por sua natureza, a motocicleta arranca antes dos veículos em semáforos, e ainda que lentamente, vence com facilidade os congestionamentos e a lentidão do trânsito que assola as cidades brasileiras, motivos pelos quais entendemos não ser necessário abusar da velocidade.

Infelizmente, temos neste país, a tendência de resolver os problemas com proibições, ou então fechando os olhos para a questão principal
, ao invés de se estudar o problema e buscar soluções. 

Com esse tipo de postura, os justos pagam pelos pecadores, e no caso em tela, os bons motociclistas pagarão pelos inconsequentes, caindo todos na vala comum, rotulados como infratores contumazes.

Ações ininterruptas de educação para o trânsito e formação de condutores mais eficaz, atreladas a operações de fiscalização mais intensas, essas sim são as chaves para a diminuição dos índices de acidentes, e consequentemente de mortes ocorridas no trânsito.


domingo, 26 de julho de 2020

Dia do Motociclista, o essencial!

Mais um 27 de julho, dia de celebrar o Dia do Motociclista.

Uma data que nasceu para marcar e homenagear um motociclista apaixonado pelo veículo que infelizmente veio a óbito, mas que em tempos de pandemia, vale para destacar pessoas que em seu dia a dia, a despeito da busca por uma renda, estão nas vias para atender aos anseios da população.



27/JUL - Dia do Motociclista - Ter uma moto é mais que um hobby, é um estilo de vida.


De alimentos a remédios, dificilmente não houve quem não acionou um serviço que não se valeu de um motociclista para fazer chegar o produto ao destino.

Além dos tradicionais motociclistas que por profissão exercem o Motofrete desde antes da pandemia, um batalhão de pessoas que perderam seus empregos se lançaram nas vias com suas motocicletas, motonetas, cadastrado em plataformas de entregas.

Um efeito colateral disso foi o aumento no número de óbitos de motociclistas a serviço de alguém, muitos dos quais ocasionados pela necessidade de cumprir o maior número de entregas no menor tempo possível para receber valores que por vezes não chegam ao de um salário mínimo, e muitas vezes se colocam em condições de risco para isso.

De forma acertada, até uma paralisação dos profissionais das duas rodas chegou a ocorrer para chamar a atenção da população e autoridades para isso, e tentar garantir maior segurança para quem trabalha e vencimentos dignos.

Na esteira da paralisação, projetos de lei pipocaram com vistas a garantir alguns direitos, mas no entanto, pelo que se leu e ouviu, as propostas legislativas levam para uma direção que não é a desejada. Muitos dos motofretistas não desejam ter um regime de CLT para realizar os trabalhos, mas sim, possuir condições de melhores vencimentos.

Temos a certeza que os debates em relação a essa questão ainda durarão um bom tempo, mas a semente do debate foi lançada.

Quanto àqueles que tem na motocicleta o veículo do dia a dia, das idas e vindas para as atividades diárias, no deslocamento para o trabalho, e dele para suas casas, o que se pede sempre nessa data é ATENÇÃO e respeito às regras de trânsito.

Ainda é muito comum nas vias públicas, observar condutas equivocadas de motociclistas como transitar manuseando um celular, realizando ultrapassagens perigosas pela direita, avançando com velocidade em cruzamentos semaforizados tão logo eles passem do vermelho para o verde, o que é um risco potencial de sinistros de trânsito.

Também nas rodovias as viagens em grupos, mesmo não recomendadas em tempos de afastamento social, foram destaques na imprensa pela forma que é realizada, com diversas motocicletas em velocidades superiores as regulamentadas, em todas as faixas de rolamento.

Como motociclista que sou, tenho a noção de quanto é prazeroso conduzir uma motocicleta, seja no perímetro urbano ou em uma rodovia, mas esse prazer pode ser encontrado mesmo sem exceder os limites, sem colocar em risco a sua vida ou a de terceiros.

Portanto, neste dia, cumprimento você MOTOCICLISTA, seja profissional das duas rodas, seja um entusiasta, mas todos ligados de alguma forma a esse objeto de duas rodas, um motor, que certamente nos proporciona momentos de muitos sorrisos, emoções quando em movimento.

Seja CONSCIENTE, se MANTENHA VIVO e um Feliz Dia do Motociclista!

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Direção sim, celular não!

O inverno está próximo, e com ele os ventos fortes, propícios para aqueles que gostam, soltar pipas, papagaios dentre outros nomes que recebem a depender da região do país.



Estar atento ao celular pode representar um perigo em épocas de pipas. Imagem: internet


Diante do momento particular que vivemos com a COVID19, não teremos no mês de julho as tradicionais férias escolares, pelo contrário, as crianças permanecem longe das escolas ainda por tempo indeterminado.

Sendo assim, apesar da recomendação para que as pessoas fiquem em suas casas, a cada dia é maior o número de pipas nos céus das cidades.

Essa prática vem acompanhada de um hábito muito perigoso, e que em 2020 já produziu algumas vítimas que é o uso do cerol ou da linha chilena, algo que é totalmente reprovável e que aqueles que fazem uso devem ser penalizados.

E com o uso do cerol, pipas são "cortadas" e isso ocasiona a correria de crianças, jovens e adultos (sim, adultos) atrás delas pelas ruas, avenidas e rodovias, para exibir posteriormente, talvez como um troféu.

Nesse sentido é que chamamos a atenção dos leitores no título da postagem para o uso do celular ao conduzir, tão comum e proibido quanto as pipas no céu com cerol ou linha chilena.

Na correria para resgatar as pipas, olhando para o céu, invadem a parte das vias destinadas aos veículos, sem se dar conta dos riscos, potencializados quando a atenção do condutor está voltada para o celular e não para o trânsito.

Dias desses, em uma avenida da Zona Oeste de Sorocaba, por pouco não nos deparamos com um grave acidente diante da junção da falta de atenção do jovem que corria atrás de uma pipa, com outro jovem em uma motocicleta, a prestar atenção na tela do celular, que manuseava enquanto conduzia o veículo.

Por uma questão de sorte, o motociclista olhou para a frente ao se aproximar do "pipeiro" e conseguiu desviar.

Caso o atropelamento viesse a ocorrer, as consequencias seriam graves para ambos.

Fica novamente o alerta para você amigo condutor, independentemente do veículo que utiliza, para estar sempre atento ao que acontece no trânsito, para não se colocar em situações de riscos.

E para os pais, responsáveis, é sempre bom observar como os filhos estão a participar dessa brincadeira de soltar pipas, evitando que utilizem o cerol, linha chilena e orientando para que não saiam correndo atrás de pipas pelas vias da cidade.

Afinal de contas, uma VIDA vale mais que uma pipa!




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Motoflexão!

Destaque negativo do período de carnaval, propagado pela imprensa, em especial da região de Sorocaba e Jundiaí, foi o atropelamento de duas crianças por motociclistas.


Posturas equivocadas no trânsito podem resultar em acidentes. Imagem: internet.


Um caso registrado em Itu, outro em Jundiaí. Nessa última cidade, a Guarda Civil teve que intervir para evitar o linchamento do condutor da motocicleta, que posteriormente se apurou, não possuía carteira nacional de habilitação, assim como a documentação da motocicleta não estava regular.

Ainda segundo relatos da imprensa, um dos motociclistas prestava serviços como entregador, mesmo com idade abaixo dos 21 anos estabelecidos na legislação para os serviços de motofrete.

Lamentamos o acontecimento de tais eventos, as condições em que eles ocorreram, conforme noticiado, e isso mostra a importância da fiscalização de trânsito para evitar que eles venham a acontecer.

Comprovadamente, quando os condutores tem a sensação da presença da fiscalização, adotam postura mais cuidadosa, ou até mesmo, são demovidos da ideia de conduzir em desacordo com as regras.

Dentro desse conceito cabe inclusive a fiscalização da prestação dos serviços de motofrete, que estabelece formalidades que devem ser cumpridas pelos profissionais.

Um exemplo disso é a fiscalização do excesso de ruído em motocicletas em Sorocaba. 

A partir do momento que as blitzen passaram a ser frequentes, em locais incertos, com a união de esforços entre o órgão de trânsito e a Secretaria do Meio Ambiente, é perceptível nas vias a redução de motocicletas com o uso de canos de descarga irregulares.

É compreensível que não é possível para a fiscalização estar presente em todos os locais ao mesmo tempo, entretanto, temos atualmente meios tecnológicos que permitem levar os olhos dos agentes da autoridade de trânsito para localidades distantes, através do sistema de videomonitoramento, e com base naquilo que se observa, traçar estratégias para coibir os abusos mais frequentes visualizados, ou até mesmo, relatados pelos usuários das vias.

A motocicleta é um veículo acessível para parte significativa da população, pode ser a ferramenta de trabalho e geração de renda para inúmeras pessoas, o meio de transporte ou de lazer, mas precisa ser utilizado com responsabilidade.

O uso da motocicleta em desacordo pode resultar em danos físicos, patrimoniais e precisa ser evitado, com ações de conscientização e fiscalização.

Resta agora torcer para que eventos dessa natureza não voltem a acontecer!




segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Há limites!

O transporte de cargas em veículos sempre é motivo de questionamentos. 

Mas dois tipos sempre chamam mais a atenção das pessoas, o transporte de botijões de gás ou galões de água em motocicletas. 


O transporte de gás de cozinha e galões de água em motocicletas possui regras.


Há relatos inclusive de veículos que já foram atingidos quando parados em semáforos, as motocicletas tentaram passar. 

Preliminarmente é necessário destacar que não é porque o cidadão possui uma corda ou outro dispositivo que permite a ele colocar uma carga enorme no teto do seu veículo que o fará, existe o limite de altura de 50cm.

No mesmo sentido, o transporte de vigas em caminhonetes, que ultrapassam as dimensões dianteira e traseira do veículo, algo comum nas vias públicas, deve atentar para os limites existentes em relação ao balanço traseiro.

Em relação as motocicletas, temos um ponto bem delicado que diz respeito ao transporte de gás de cozinha e galões de água.

Há um entendimento equivocado entre o que é permitido ou não.

O transporte de botijões de gás ou galões de água em motocicletas não é proibido, desde que seja utilizado uma carretinha ou um side car, sistemas esses autorizados pelo CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito.

A opção por esses sistemas proporciona mais segurança a partir do momento que distribui melhor o peso, equaliza e frenagem.

Já o transporte com os botijões ou galões pendurados na traseira da motocicleta, apesar de aparentemente mais rápido e prático, é proibido, além disso, existe a questão de ultrapassar a dimensão lateral da motocicleta.

O transporte de botijões presos na motocicleta geralmente é de no máximo três, mas em relação aos galões de água, já cheguei a visualizar recentemente, uma motocicleta com 8 galões, por mais absurdo que isso possa parecer.

Nessas condições, o risco existe para o condutor, e para quem cruza o seu caminho, pois as motocicletas não são projetadas para suportar excesso de peso de tal maneira.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Ainda é pouco!


Existe um entendimento de que o Brasil possui leis demais, e isso de certa forma até impede que todos os dispositivos legais venham a ser plenamente fiscalizados ou colocados em prática.



O uso de cerol e linha chilena é um risco para motociclistas, pedestres e ciclistas. Imagem: internet


Mas em alguns casos, apesar dos pesares, leis são editadas para tentar coibir atos que pessoas de bom senso evitariam como é o caso de soltar pipas, papagaios com cerol ou linha chilena.

No Estado de São Paulo, desde o dia 04/NOV está em vigor a lei número 17.201, a qual proíbe o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes conhecida como cerol e a importação da linha chilena e linha indonésia.

O cidadão flagrado a utilizar está sujeita a uma multa de RS 1.325,00 e a empresa flagrada em alguma das ações previstas no ordenamento, arcará com uma multa de R$ 132.500,00!

Os valores previstos em lei podem parecer elevados, mas não são, pois uma VIDA vale mais do que uma pipa.

É mais uma tentativa de incentivar as pessoas a deixarem de lado essa prática que já ceifou vidas, machucou seriamente muitas pessoas, não só motociclistas, também pedestres e ciclistas.

O uso desses materiais para cortar uma simples pipa é tão perigoso que algumas antenas corta linhas, acabam sendo cortadas, danificadas por tais materiais, imaginem o que fariam no pescoço, em um membro de uma pessoa.

A torcida é que essa nova lei, contribua com a segurança das pessoas nas vias, estejam elas em veículos ou não.



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Os corredores e as autuações.


O uso dos corredores pelos motociclistas nas vias públicas sempre é objeto de questionamentos na coluna Mobilidade Urbana.

Uma reunião em Sorocaba no dia 10/OUT debateu esse assunto nas rodovias paulistas.



O uso dos corredores nas rodovias paulistas foi debatido em reunião em Sorocaba.



A preservação da vida!

Esse foi o principal ponto do encontro realizado na sede do 5º Batalhão de Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo.

A motivação do encontro partiu diante de algumas autuações que motofretistas vem recebendo nas rodovias, em especial na Castelo Branco e na Raposo Tavares em seus trechos urbanos, e que despertou o alerta para entender o que estava a ocorrer.

Durante a conversa, com base em dados, foi apresentado pela Polícia Militar Rodoviária que o número de motociclistas vítimas de acidentes pelo uso do corredor de forma equivocada é alto e precisa ser reduzido.

De acordo com a concessionária que administra as rodovias, as colisões laterais, as ocasionadas pelo uso do corredor, está presente em 47% dos casos de acidentes fatais no trecho urbano das rodovias, ante 16% das mesmas colisões nos trechos rurais.

Houve uma apresentação para as entidades que representam os profissionais do Setor, para membros das concessionárias de rodovias, Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas e Ciclomotores – ABRACICLO da ficha do artigo 192 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB e em quais condições a aplicação da autuação deverá ocorrer.

Sendo assim, com vistas a preservar a segurança do motociclista e dos demais usuários das vias, aqueles que transitam pelo corredor em velocidade inadequada, com os demais veículos em movimento, em vias com geometria que não possibilita o transitar seguro entre as filas de veículos, estão passíveis de autuação.

Foi definido ao final do encontro, que ações educativas serão realizadas junto com as concessionárias, DER, com vistas a conscientização dos motociclistas, sem, deixar de lado a fiscalização das posturas arriscadas flagradas.

Nossa torcida é para que as medidas debatidas e que serão colocadas em prática surtam o efeito esperado.

Enquanto o uso dos corredores é tema de ações no Estado, em Brasília, dois projetos de lei em tramitação visam de uma vez por todas regulamentar o uso dos corredores, ainda sem uma data para que o Código de Trânsito Brasileiro seja alterado nesse sentido.


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Segurança na borracha!

Durante o tradicional e diário giro de notícias, análise de projetos de lei em tramitação ou em vias dê, nos deparamos com a notícia de que uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados debateu o uso de pneus remoldados, os chamados remould em motocicletas.


Pneus são itens de segurança, devem receber total atenção dos condutores.


Esse é um tema de grande importância pois trata de dois aspectos relevantes para a sociedade: A segurança no trânsito, em especial do motociclista, e também a economia para o bolso do cidadão, uma vez que pneus remoldados tem preço inferior aos novos, sejam eles de marcas tradicionais ou nem tanto.

Mas vivemos uma situação bastante peculiar em nosso país em relação aos pneus remoldados para motocicletas. 

Temos uma Resolução do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN que proíbe o uso de pneus remoldados em motocicletas nas vias públicas.

Por outro lado, a mesma Resolução não impede a venda de tais pneus.

Nesse sentido, alguns proprietários de motocicletas atraídos pelo menor custo, e sem conhecer os aspectos da Resolução, adquirem o produto e passam a utilizar no dia a dia.

As consequencias dessa escolha só acontecem de duas formas: A uma, ao ser abordado em eventual ação de fiscalização, e que avalie também essa questão. A duas, em caso de um acidente ocorrido por conta de alguma falha no processo de remoldagem.

E é nesse ponto que tudo se confunde. 

Quem é motociclista e gosta mesmo de motocicleta, acompanha sites, páginas, canais na interne relacionados ao tema e já deve ter visto por mais de uma ocasião, relatos de pneus originais, de marcas tradicionais que apresentaram problemas de perda da banda de rodagem, de abertura nas laterais do pneu.

Na imagem que ilustra essa postagem, temos um pneu de um fabricante nacional que visivelmente teve parte da estrutura deslocada e gerou deformidade na lateral e banda de rodagem, mas ainda assim, está em uma motocicleta utilizada diariamente! Pelos indicadores de desgaste, o pneu já está comprometido, e com a anomalia que apresenta, mais ainda!

Alguns desses relatos apontam para pneus que nem mesmo haviam atingido o marcador de desgaste, o chamado TWI.

Motociclistas conhecidos vivenciaram isso, e ao acionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor - SAC ouviram que pelo tempo de uso, quilometragem, a garantia do pneu não mais cobriria qualquer dano.

Chegamos então ao ponto que se o original pode apresentar falhas, quiçá um remoldado, que em muitos casos quem adquire não tem ideia de como o pneu foi utilizado.

Já utilizei em automóveis, por conta do uso intenso e alto preço do pneu "de marca", pneus remoldados e os que no momento da compra podia escolher, olhar a carcaça internamente, nunca tive problemas.

Entretanto, na única vez em que a escolha não pode acontecer, o veículo transitava e fazia ruídos, ao retirar o pneu da roda, havia uma bolha interna no pneu, realizada a trocar por outro, sem bolha, tudo voltou ao normal.

Em um veículo de quatro rodas ou mais, salvo aqueles que não podem utilizar os remoldados no eixo dianteiro, eventual problema enquanto transita pode ser minimizado com redução da velocidade, em veículo de duas rodas, qualquer problemas em um dos pneus pode representar uma queda, um acidente.

Portanto, o debate é pertinente, deve ser realizado com muita prudência e responsabilidade.

No Brasil, ainda o termo segurança fica em segundo plano em relação aos custos e nesse aspecto, não podemos arriscar.


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Quem deve transportar é o veículo.

Recebemos um WhatsApp dirigido a coluna Mobilidade Urbana da Cruzeiro FM 92,3, com a participação da ouvinte Helena Silveira do Jardim Simus, a qual veio acompanhada da fotografia que ilustra esta postagem.

Nos mostrou e disse a ouvinte:




"Vi e me surpreendi e pergunto: pode motofrete com bags como a da foto, e tem maiores ainda. Peso e tamanho tem padrão? Causa riscos ao transportador e aos demais no trânsito? Obrigada - Helena Silveira - Jardim Simus."

Realmente a questão retratada, o uso dos mochilões, hoje chamados de bags para o transporte de alimentos é um tanto polêmica.

Não há previsão para o uso dele na lei do motofrete 12009/2009, na Resolução número 356/2010 do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN.

Até onde temos conhecimento, apenas a lei do motofrete de Sorocaba permite o uso dos mochilões, mas é um ponto da lei municipal que não está em conformidade com a legislação federal.

O certo é que para o exercício da atividade dos serviços do motofrete, o condutor e o veículo devem atender as formalidades previstas na lei, pois quem deve transportar a carga, o alimento é o veículo e não o condutor com uma bag ou mochila presa as costas.

Um dos pontos da lei do motofrete que deixa essa situação mais evidente é que o veiculo a ser empregado nos serviços deve ser da espécie/tipo carga, com registro na categoria aluguel, a chamada placa vermelha.

Em relação a como o transporte deve ser realizado, a regra da Resolução CONTRAN 356 determina que o baú a ser utilizado deve possuir 70 centímetros de altura, 60 centímetros de largura e não pode exceder as extremidades internas dos retrovisores, assim como a extremidade traseira deve ser restrita a original da motocicleta.

Há quem entenda que as exigências são demais, mas é importante lembrar que o motofrete é uma profissão, e a partir do momento que todos entenderem isso, o trabalho será devidamente valorizado, pois certamente longas jornadas em uma motocicleta (14 horas é comum o relato) faça chuva ou faça sol, no inverno ou no verão não é algo fácil, ainda mais com os riscos do trânsito.