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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Respeito e Responsabilidade: Pratique no trânsito! Vale para todos!

Mais um mês de maio tem início e com ele a efeméride denominada Maio Amarelo, um Movimento que nasceu da sociedade para a sociedade, com vistas a chamar a atenção para os elevados índices de sinistros de trânsito registrados no país.

Mais uma mês de maio tem início, e com ele inúmeras celebrações pela segurança viária. Imagem:internet.


É uma causa nobre e necessária, uma festa, maior até que àquela prevista no artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, que estabelece a Semana Nacional de Trânsito. 

Dentro desse contexto, o Movimento ganhou ares de uma ação governamental, ratifica isso o fato de nos últimos anos o tema ter sido proposto em Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN e até lançamento oficial realizado com presença de autoridades Civis, Militares e Eclesiastes.

E a medida que ganha essa benção governamental, surge a necessidade de avaliar se nossas ações em benefício da segurança viária, da preservação da vida vêm realmente sendo colocadas em prática no dia a dia.

Infelizmente a leitura que fazemos, com avaliação das normas que têm surgido, com a redação final do projeto de lei nº 3267/2019 que se converteu na lei nº 14.071/2020, a direção é outra.

Nossas normas mais recentes, em sua grande maioria, até mesmo na visão de alguns condutores, população que costuma respeitar as regras e está atenta para os riscos do trânsito, deram uma boa flexibilizada, aumentaram a tolerância com aquela pequena porção de condutores que não seguem as regras.

É certo que a legislação avançou em alguns aspectos como a obrigação da criação de escolas públicas de trânsito, aumentou a idade para a criança ser transportada com assento de elevação em um automóvel ou motocicleta, assim como definiu regras pelo descumprimento do recall das montadoras, mas...

A pontuação foi dobrada de 20 para 40 pontos, e que faz jus todo aquele que não comete nenhuma infração gravíssima, mas pode cometer 8 (oito) de natureza grave como exceder o limite de velocidade entre 20 e 50%.

Classificou como infração de natureza leve, conduzir uma motocicleta com o capacete sem estar com a cinta jugular devidamente afivelada, algo que é tão seguro quanto conduzir ou transportar um passageiro de boné.

Permite no artigo 44-A que em locais sinalizados com uma placa, o condutor passe no sinal vermelho para realizar a conversão à direita, acreditando que o condutor irá respeitar regras de segurança em relação aos pedestres.

Isso sem contar os termos da Resolução CONTRAN nº 798/2020 que inviabilizou o uso de equipamentos medidores de velocidade do tipo portátil nas vias urbanas, uma vez que eles só podem ser utilizados em vias com limite igual ou superior a 60Km/h.

Essa medida está tão fora de compasso com a realidade da segurança viária que a Organização das Nações Unidas em sua Semana Global de Segurança Viária, a ser realizada entre os dias 17 e 23/MAI/2021 tem como tema "Ruas para a Vida", através da qual destaca a importância de vias de baixa velocidade nas cidades.


Ruas para a Vida é uma campanha da ONU voltada a uma vivência mais segura nas vias urbanas.



Determinada campanha tem como foco incentivar que nas vias onde o transitar de pedestres e ciclistas é elevado, que se adote o limite de 30Km/h como forma de se preservar vidas. 

Para colocar isso em prática, além de campanhas educativas, também é preciso foco na fiscalização, para incentivar o respeito e para atender ao maior número possível de vias, muitos se valem de equipamentos medidores de velocidade portáteis uma vez que equipamentos fixos reconhecidamente são respeitados apenas no local em que estão implantados.

Esse tipo de medida no país está inviabilizada pela regra do CONTRAN.

Sendo assim, quando se adota um mote como "Respeito e Responsabilidade no trânsito, pratique!" é importante que se tenha consciência que não apenas os usuários das vias devem seguir essa máxima, mas também todo aquele que detém o PdC - Poder da Caneta, independentemente da esfera de poder que ocupe. É o famoso CUMPRIR para FAZER CUMPRIR previsto em alguns artigos do CTB. 

Celebrar algo, organizar eventos presenciais ou online como tem ocorrido em sua maioria em tempos de pandemia é bom, mas tão importante quanto isso é colocar o senso crítico em prática e avaliar se tudo aquilo que se "bate palma", se celebra é viável, tem cabimento no mundo real, uma vez que o papel aceita tudo e todo discurso bonito emociona, mas e nas vias, qual o resultado prático e permanente de tais ações?

Seguimos na luta por um trânsito mais seguro!



segunda-feira, 8 de março de 2021

Risos que se tornam lágrimas.

Além de apaixonado pelo tema trânsito, também somos apaixonados pelo motociclismo. 

Durante muitos anos, possuir uma motocicleta de média ou grande cilindrada ocupava o lugar de destaque entre nossas preferências em veículos motorizados.

Nessa esteira, por alguns anos, era comum aos finais de semana, feriados, período de férias, pegar a motocicleta, chamar a Alec e partir para algum destino na região, ir para Santa Catarina ou outras localidades em grupos. 

Foram ocasiões memoráveis vários desses passeios, a primeira vez que partimos rumo à Santa Catarina em duas rodas, com direito a uma visita na famosa Serra do Rio do Rastro, entre Bom Jardim da Serra e Lauro Muller, transitar na Interpraias, fazer um bate-volta até Curitiba/PR, Caconde/SP com os amigos também figuram entre os passeios que guardamos na memória.

Quando o destino não era longo, a ida até Tatuí, São Roque para um almoço já valia a pena, estar com minha Amada e com nossa motocicleta.

Por conta disso, ficamos chocados com o infeliz evento ocorrido na BR-101 em Santa Catarina, no trecho que bem conhecemos, entre Penha e Itapema, cidades localizadas no litoral do belo Estado.

Um casal, que assim como nós, um dia sonhou ter uma motocicleta para passear aos finais de semana, tem seu sonho, e a vida da passageira, interrompidos pela atitude impensada de um condutor de caminhão que literalmente levou no peito a motocicleta com seus ocupantes, e só parou quando as condições de fuga não forma mais possíveis.


Um passeio que deveria ter um final feliz, acabou em tragédia na rodovia. Imagem: captura internet


Alegou na ocasião que transitava a 28 horas e que tinha feito uso de substâncias proibidas para se manter acordado.

Não somos nós que vamos julgar ou apontar o dedo para alguém diante de tal fato, mas nos compete fazer uma reflexão a respeito do tema, visto que não é o primeiro e nem será o último evento dessa natureza a ser registrado em nossas vias, talvez o diferencial desse seja o fato da motocicleta ter ficado presa no caminhão, mas os relatos de outros casos em que os caminhões passam levando o que tem pela frente, 3, 5 10 veículos, não são tão difíceis de serem registrados.

Há no país uma lei que determina que todo condutor de veículos que possuem categorias C, D ou E, devem passar por um exame toxicológico para renovar sua Carteira Nacional de Habilitação - CNH.

Com as alterações no Código de Trânsito Brasileiro - CTB em abril, a obrigação de passar por esse teste deve ser a cada dois anos e meio para tais condutores.

A despeito da regra, e de sua eficácia ser contestada por entidades médicas e de toxicologia, está mantida a obrigação, ainda que no projeto de lei de autoria do Executivo houvesse a previsão de retirar esse exame do ordenamento pátrio.

A bem da verdade, esse tema era um dos poucos com os quais concordávamos na apresentação do PL 3267/2019, posteriormente convertido na lei número 14.071/2020. 

A razão disso é que após 13 anos rodando com relativa frequencia o trajeto Sorocaba/SP - Itajaí/SC, na maior parte durante a noite e madrugada, nos deparamos com comportamentos tais de uma parcela dos condutores de veículos de grande porte que nos causa espanto e em alguns casos, medo.

No último deslocamento realizado até SC no dia 19/FEV/2021, durante o final da madrugada, já no início da manhã, uma densa neblina encobria parte da rodovia que leva Sorocaba até o Município de São Miguel Arcanjo, cuja denominação nos foge agora.

Quando estávamos no trecho entre Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo, em uma rodovia de pista simples, com alguns buracos na pista, sem acostamento decente e com velocidade máxima regulamentada em 80Km/h, em meio a ela surgiu um caminhão Mercedes Benz, vermelho, do tipo "bicudo" e passou por nós a toda velocidade na contramão, em local cuja ultrapassagem era proibida.

Da forma como ele do nada surgiu, também sumiu em meio aquela densa neblina o que nos fez temer o pior, visto que tal rodovia é utilizada por pessoas que vivem na zona rural para ir ao trabalho, aguardar o transporte coletivo. 

Nosso veículo estavam em velocidade abaixo da permitida, com a prudência necessária para aquelas condições de pista e clima e o caminhão passou como se estivéssemos parados e desapareceu. Caso uma outro veículo ou pessoa surgisse na sua frente, provavelmente não sobraria muito para contar história.

Esse é apenas um dos vários relatos que podemos citar de nossas incursões rodoviárias, mas que ganham vulto a medida que pelo porte dos veículos os estragos sempre são grandes, além de quase sempre bloquearem as pistas para os demais veículos.

O fato é que esse exemplo é um, dos que mostram que fiscalizar o comportamento dos condutores dos brutos em relação ao seu estado de consciência no tocante ao uso de substâncias proibidas somente em laboratórios não surte efeitos na segurança viária.

É preciso sim que outras formas de fiscalização venham a ser realizadas, para a segurança deles e dos demais condutores, assim como aproveitar a ocasião para avaliar se o direito ao descanso vem sendo cumprido.

Nenhuma carga é valiosa o bastante a ponto do condutor ter de se arriscar a pagar com a vida, ou dos demais, os excessos para cumprir prazos apertados com fretes baixos que praticamente só mantem a operação sem ganhos reais para o condutor.

Também é preciso que sejam disponibilizados nas rodovias, locais para que os condutores possam realizar seu descanso com segurança, algo previsto em legislação, mas pouco colocado em prática.

Nos causa perplexidade visualizar na BR-376, por exemplo, no Estado do Paraná, um local que era um posto fiscal, que possuía uma estrutura mínima de banheiros, salas, ser colocado todo abaixo e que poderia ser destinado para o descanso, alimentação dos condutores de veículos pesados ou em longos deslocamentos interestaduais. 

A ausência desses pontos leva aqueles que não tem recursos disponíveis para estacionar o veículo em um pátio de postos de combustíveis, alguns dos quais que cobram o abastecimento mínimo de R$ 100,00 ou o pagamento dessa importância para que os condutores estacionem, a transitar por horas a fio ou a recorrer às substâncias proibidas.

Nesse momento em que se fala tanto em "rodovias que perdoam", em atenção "especial aos amigos do trecho", o desejável é que se tenham também ações nesse sentido, como forma de reconhecimento, respeito aos serviços executados pelos caminhoneiros pelo país afora.

Do contrário, eventos como o aqui relatado e vários outros pelo país afora, mostrados em páginas nas redes sociais, voltarão a acontecer.

No caso do sinistro ocorrido em Santa Catarina no sábado, que nos motivou a escrever esta postagem, infelizmente a esposa do motociclista veio a óbito no domingo, não resistindo as lesões graves sofridas, razão pela qual destinamos nossa solidariedade e orações.

Para esse casal, que certamente ao se levantar de sua cama no sábado imaginou passar momentos felizes com sua motocicleta nas rodovias, restou a dor da partida e o trauma de algo que poderia ser evitado.  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Obrigado! Acabou.

Próximo do apagar das luzes de 2020, venho agradecer aos leitores do CamPitacos ao longo do ano.

Saltamos de 47 mil visualizações no dia 02/JAN para quase 80 mil nesse dia 31/DEZ.

Muitas pessoas passaram por aqui, vindas do Instagram, após ouvir falar do Blog no Espaço Mobilidade Urbana na Cruzeiro FM 92,3.

Infelizmente para ser inscrito no blog é preciso acessar do computador com uma conta Google ativa, algo que dificulta muito nesses tempos de acessos por smartphones. 

Mas valeu pessoal, esses números são um incentivo para continuar com o blog ativo, em especial nesse novo ano em que grandes mudanças se apresentam no horizonte.

Vamos em frente e na expectativa de bater as 100 mil visualizações o quanto antes. 

Tenham todos um Feliz 2021!


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Mudar é necessário!

Um hábito de muitos anos, caminhar pela cidade, a que moro e outras que passo algum tempo, permite visualizar situações no trânsito que mostram que o desrespeito as regras acaba sendo algo generalizado no país e independe de classe social.


Observar um cruzamento qualquer mostra qual o nível de respeito as regras.


Dez minutos de observação em uma interseção qualquer mostra o nível de despreocupação com as regras.

O uso de canteiros centrais ou ciclofaixas por parte dos motociclistas para realizar corte de trajetos é de longe o que mais visualizamos. 

Seja do motofretista do estabelecimento comercial, em partes, com o consentimento do contratante, seja da moça atleta que sai da academia de Crossfit e passa pelo canteiro para não ter de realizar o retorno em local semaforizado.

Em ambos os casos, não se nota qualquer constrangimento de quem executa as ações, tanto que o segundo caso já visualizamos mais de uma vez, no mesmo ponto da via, com o agravante que a condutora da motocicleta ainda transita um bom pedaço pela ciclovia existente no canteiro central, até chegar na via que ela deseja seguir.

Também em uma visita recente que realizamos em uma das cidades da região metropolitana de Sorocaba, durante o nosso tempo de permanência na via, foi possível contar em uma mão o número de condutores que transitavam e utilizavam o cinto de segurança, algo preocupante.

Esses comportamentos reprováveis do ponto de vista da legislação e preocupantes sob a ótica da segurança viária não podem ser tidos como normais.

E os que elencamos são apenas dois entre tantos outros como manuseio do celular ao conduzir, excesso de velocidade, avanço do sinal vermelho.

Está provado que no trânsito, alguns segundos são suficientes para algo sair do controle e causar graves resultados permanentes como óbitos e lesões graves.

Notamos que uma espécie de fuga da responsabilidade pelas ações equivocadas é alegar a fúria arrecadatória do Estado, uma suposta "indústria de multas", quando os números das despesas ocasionadas em sinistros de trânsito na sua grande maioria são superiores aos arrecadados com as infrações.

Rever conceitos é importante, para evitar autuações e o mais importante, algo que sempre destacamos, PRESERVAR A VIDA!

A economia de tempo que se pensa ganhar com ações equivocadas, pode levar a pessoa a ser paciente em um estabelecimento de saúde, na melhor das hipóteses.

 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cuide bem do seu, do seu amigo!

Um antigo ditado popular diz que nunca se deve colocar as mãos onde não é chamado. 

Atualmente essa máxima continua valendo para um importante item de segurança, o capacete do motociclista.


Cuidar bem do capacete é um dever do motociclista. Ele é o principal item de segurança do usuário.


Apesar de parecer algo inocente mexer em um capacete, o cuidado com ele, com sua integridade é de fundamental importância para a segurança do usuário.

Eventuais quedas, ainda que a baixa estatura, sem danos aparentes, pode comprometer a estrutura interna de proteção do dispositivo e consequentemente a vida de quem o utiliza.

Também em uma queda por descuido, a viseira pode vir a quebrar, tornando arriscado o ato de conduzir e sujeita o condutor a uma autuação que pode oscilar entre uma penalidade de natureza leve ou gravíssima.

Vale também lembrar que uma viseira suja, ou mesmo com inúmeras marcas de mãos, em condições de chuva irá reduzir sensivelmente a visibilidade do condutor.

O uso de viseiras possui regras que o condutor não pode esquecer: sempre abaixada (ou óculos de proteção para modelos abertos), permitido uma abertura mínima ao transitar. 

Viseira escura, somente durante o dia, sendo PROIBIDO o uso dos modelos espelhados.

Manter o capacete em bom estado de conservação, muito mais que demonstrar o zelo do proprietário pelo seu principal item de segurança, é uma regra, pois utilizar capacete em mal estado pode ocasionar uma autuação, mesmo que se trate de um capacete novo. 

É importante frisar que os refletivos devem permitir a visualização do capacete durante a noite.

Apesar de recomendada a troca do capacete a cada três anos, o dispositivo não é um produto perecível, sendo bem cuidado e conservado conforme previsto no manual, pode durar anos e anos. É importante destacar que capacetes dos chamados fabricantes premium, só de garantia, possuem CINCO ANOS diante da qualidade dos materiais empregados na fabricação.

Um caso ocorrido em Sorocaba, que posteriormente foi retratado em campanhas educativas, mostrava um capacete de excelente qualidade, que suportou a pressão de um pneu de caminhão, sem causar qualquer lesão ao motociclista que o utilizava na ocasião da queda.

Por outro lado, caso a estrutura interna comece a apresentar folga em excesso, a cinta jugular comece a desfiar pela constante utilização, não hesite, realize a troca o quanto antes.

Um tema que sempre desperta polêmica em relação aos capacetes diz respeito ao selo do INMETRO. 

Para modelos produzidos a partir de 2007, ele é obrigatório, sendo a eventual ausência suprida pela etiqueta interna demonstrando que ele atende as recomendações da NBR-7471 e foi aprovado por instituição reconhecida.

O mercado apresenta produtos de diversos tipos, modelos e preços, mas recomendamos nunca escolher pelo mais barato, mas sim, por aquele que pode oferecer mais segurança para o usuário. Comprar um bom capacete não é despesa, mas sim, um investimento em segurança.

Utilizar corretamente o capacete, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego - ABRAMET, diminui o risco e a gravidade de lesão em cerca de 72% e reduz a probabilidade de morte em até 40%.

Por esse motivo, fica a recomendação para os demais: nunca mexa em um capacete de motociclista e caso o faça, precise fazer isso, tenha cuidado, pois o que ele protege, não tem reposição!

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Bate & Volta trajeto BRT - CPM - TVR - CPM

Com partida do bairro Campolim, seguimos de motocicleta pelo trajeto do BRT Sorocaba até o terminal Vitória Régia, e de lá, voltamos para o Campolim.

Sempre com respeito ao limite de velocidade estabelecido para as vias, e com a utilização dos chamados corredores, apenas quando o trânsito estava lento ou parado em razão do sinal vermelho do semáforo.

Diante disso, cumprimos o trajeto de ida de pouco mais de 14km em 30 minutos, com uma velocidade média de 30Km/h.

O retorno, em pouco menos de 14km, em 28 minutos, também com velocidade média na casa dos 33Km/h.

Durante o trajeto de ida e volta, foi possível constatar que os condutores dos veículos individuais terão que se acostumar, em especial com os ônibus superarticulados, que precisam de muito espaço para vencer algumas curvas do trajeto.

Assista ao vídeo e ouça nosso relato desse experiência. A próxima será de ônibus!




segunda-feira, 29 de junho de 2020

Conflito frequente.

O constante conflito entre pedestres e condutores nas faixas sinalizadas para travessia foi tema da reportagem de Wesley Gonsalves para o Jornal Cruzeiro do Sul, a qual pudemos contribuir com reflexões a respeito.

Confira no link:



Faixas para travessias de pedestres, são tema de reportagem do jornal Cruzeiro do Sul.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Educação, CNH, regras e gentileza.

Em resposta a um questionamento recebido, comentamos em relação a obtenção da carteira nacional de habilitação - CNH, e as condutas posteriores dos condutores.

Assista, curta:



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Ação que necessita atenção.

Você, leitor do CamPitacos, nos conte ou reflita:

Quantas vezes nas últimas 24 horas você se deparou com veículos a avançar o sinal vermelho do semáforo, ou ainda, os instantes finais do amarelo que no meio do cruzamento se tornou vermelho.

Talvez esse ato no trânsito até passe despercebido, a medida que é frequente esse tipo de comportamento, e pedestres mais atentos, já nem se arriscam a iniciar a travessia tão logo o semáforo de pedestre lhe seja verde.

Há condutores que só respeitam o sinal vermelho quando há pardal no semáforo.


Nos tempos de pandemia da COVID19, em que algumas vias estão mais vazias (estavam!), além do avanço deliberado do sinal vermelho, havia a velocidade acima do desejável.

Não nos surpreende os indicadores de que em determinadas localidades no país, a despeito da queda no número de acidentes, o de mortos se manteve ou até mesmo aumentou.

É certo que passar pelo sinal AMARELO do semáforo não configura ainda uma infração de trânsito, a despeito de ter se aventado essa possibilidade em um passado nem tão distante, mas é preciso que o condutor tenha em mente que é um momento de tensão e risco acelerar para vencer o amarelo e não ter que aguardar todo ciclo do sinal vermelho, em especial quando se tem o chamado "três tempos".

Aliás, esse tipo de controle de tempos de semáforo é um dos que acaba por mais incentivar o avanço do vermelho ou do amarelo quase vermelho.

Próximo de minha residência há um cruzamento de vias que funciona nesse modo e realmente o desrespeito é generalizado, a ponto de veículos que chegam na linha de retenção com o foco já vermelho, acompanhar o fluxo dos que estavam a frente e avançam como se nada tivesse ocorrido.

Como costumamos dizer neste espaço, mais do que evitar uma autuação, esse comportamento é de alto risco, para quem avança e para os demais usuários das vias, que por motivos diversos podem ser surpreendidos por aquele que passou "no amarelo".

Portanto, fica aqui a recomendação: 

Por mais que amarelo no semáforo permita que o condutor avance na interseção ou ponto da via semaforizado, seja prudente, evite passar no amarelo quando ele já está aceso, e mais ainda, acelerar o quanto pode para aproveitar a passagem nesse ciclo.

Seja o exemplo, e não um daqueles que só respeitam as regras ou praticam a segurança no trânsito quando fiscalizados.

Ganha você, ganha a segurança viária com a mudança de comportamento!


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Sobre trânsito, campanhas educativas e algo mais.

Na quinta-feira, 28/MAI/2020, fomos convidados pela Câmara Municipal de Sorocaba, para falar um pouco a respeito de campanhas educativas de trânsito, comentar a respeito de temas diversos que envolvem a mobilidade urbana atual e no pós-pandemia.

Quem foi nosso anfitrião para essa longa conversa foi o Anderson Santos, e o resultado desse encontro pode ser conferido aqui, basta acessar o link do YouTube da Câmara de Sorocaba:



quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Agressão inominada!

Quando transitamos pelas vias do nosso país, nos deparamos com várias inovações, equívocos que envolvem o uso do sistema de iluminação dos veículos.


O uso da luz de neblina traseira fora das condições de clima atrapalha a condução. Imagem: internet.


A ausência do uso das setas é um problema nacional, em alguns locais isso ocorre em menor intensidade, mas a rigor, o condutor brasileiro ignora esse importante item de segurança.

Por outro lado, o mesmo condutor que ao transitar ignora as setas, conhece muito bem o pisca alerta e o utiliza de forma frequente, não para indicar uma situação de emergência ou parada inesperada do fluxo de veículos, para chamar a atenção para avisar que está a proporcionar a travessia de pedestres, mas para estacionar em locais proibidos, para ir ao banco, escola, ou ainda, quando para em fila dupla para conversar com alguém em um veículo.

Em uma de nossas caminhadas noturnas, em uma avenida da Zona Oeste, nos deparamos apenas em um dos lados da via, com quatro veículos parados em fila dupla, com o pisca alerta aceso porque o condutor estava conversando com um amigo ou pedindo um lanche.

Temos também o uso irregular da luz de neblina traseira. 

Essa, uma agressão inominada desnecessária, pois atinge todos que transitam atrás do tal veículo.

O uso da luz de neblina traseira é importante nas condições de neblina, chuva forte e até mesmo em queimadas, mas em ruas, avenidas e rodovias com clima seco, ela só atrapalha.

Em alguns veículos, a maioria deles, pelo caráter de incomodo que a luz de neblina traseira ocasiona, o acionar dela não ocorre com o simples aperto de um botão, o que leva a crer que o incomodo proporcionado é intencional, infelizmente.

Esses são exemplos mais comuns que visualizamos e que demandam atenção dos condutores.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

40 vidas e o ano não acabou!

Muita gente torce o nariz quando a conversa diz respeito a segurança viária, em especial quando existe o alerta para que não se manuseie o celular ao conduzir, não venha a ocorrer o avanço do sinal vermelho de parada, ou que o motociclista respeite as regras a todo momento.

Apesar do tom repetitivo, isso é algo necessário, de suma importância para o cidadão, e mais ainda para a sociedade em que vive, no caso, nossa Sorocaba.


Apesar da alardeada redução nos índices de mortes no trânsito de Sorocaba por parte do Poder Público, do alegado atendimento a meta de reduções propostos pela Década de Ações para a Segurança Viária estabelecida pela ONU em 2011, em 2018 desde o mês de agosto não temos o que celebrar no trânsito da cidade, de acordo com dados da própria URBES.


     Dados da própria URBES apontam que entre JAN e AGO/2018, já morreram mais pessoas que nos doze meses de 2017.


Durante todo o ano de 2017, 30 pessoas perderam a vida no trânsito sorocabano.

Em 2016, 33 pessoas.

No período de janeiro a agosto de 2018, 40 pessoas perderam a vida no trânsito da cidade.

De JAN/AGO 2016,  22 vidas foram ceifadas, no mesmo período em 2017, 18.

As principais vítimas do trânsito sorocabano em 2018 foram as seguintes: 

19 condutores, 3 passageiros de motocicletas;

9 pedestres;

5 ciclistas (preocupante esse número!);

1 condutor e 3 passageiros de veículos de 4 rodas ou mais.

Com mais de 50% das vítima fatais no Município, novamente destacamos que os usuários de motocicletas precisam mudar o comportamento, adotar uma postura mais responsável, a medida que nas vias públicas o que observamos são atos de imprudência e desrespeito às normas.

Dia desses próximo de casa, um motociclista em alta velocidade, quase colidiu com um veículo que aguardava sua vez de realizar um retorno. O número de motociclistas a transitar com falta de atenção ao que acontece a frente, olhando para o celular, sim, celular na motocicleta e potencializa o risco de colisões é elevado.

No tocante a postura de parte dos motociclistas, a imprudência, negligência e a imperícia predominam e são um risco para todos. Sou motociclista na cidade e as maiores dificuldades vivenciadas são com os demais usuários do veículo.

Quanto aos 5 ciclistas que perderam a vida, é importante trabalhar a conscientização dos usuários da bicicleta para o respeito às regras básicas do trânsito, como utilizar a ciclovia onde ela existe e a bicicleta não se destina a competição, mas como meio de transporte.

É importante agir antes que mais adiante os ciclistas venham a figurar no rol das principais vítimas fatais.

Talvez para 2018, um bom reforço nos 310 mil Reais destinados para a educação para o trânsito em 2017 ajudem no objetivo de levar orientação e ensinamentos para a sociedade antes de fechar o ano.

De outra banda, tendo em vista que a cidade possui um banco de dados de registros de acidentes de trânsito dos mais completos, o SICAT, deveria voltar os olhos às ações para locais já reconhecidamente problemáticos, ao invés de permitir a criação de novos pontos de conflito.

A nova abertura de passagem semaforizada no canteiro central da Avenida Adão Pereira de Camargo, próximo ao pontilhão da linha férrea, por exemplo, é descabida a partir do momento que locais como a Avenida Itavuvu, acesso para a Rua Atanásio Soares com fluxo de veículos acentuado não conta com o dispositivo.

Mesma situação se aplica na Avenida Paulo Emanuel de Almeida, quando se realizou a semaforização de uma abertura de passagem com baixa demanda veicular, ao invés de se implantar o dispositivo na interseção com a Rua Catarina Carrasco Aguilar, com alta demanda de pedestres e veículos.

Aplicar corretamente o Código de Trânsito Brasileiro - CTB e as Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN também ajuda a percorrer um bom caminho na prevenção de acidentes. 

A equipe técnica sabe como agir, já se mostrou capaz inúmeras vezes, e pode reverter isso.

E para quem ainda acredita que existe uma indústria de multas, os dados mostram o quanto ela é necessária, uma vez que acidentes de trânsito são infrações que deram errado.

Às famílias enlutadas em razão dos acidentes de trânsito, nossos sentimentos!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

É dinheiro!


Matéria do jornal Cruzeiro do Sul durante a semana, aponta que a arrecadação com multas em Sorocaba teve aumento de 31% em sete meses (JAN a JUL).



Matéria do jornal Cruzeiro do Sul aponta aumento na arrecadação com multas de trânsito nos primeiros sete meses de 2018.


De acordo com a matéria, o número de autuações em 2018 até foi menor no período, 92.350 em 2018, ante 92.604 em 2017.

Vale destacar que desde novembro de 2016 os valores das multas sofreram reajustes, assim como artigos do Código de Trânsito Brasileiro - CTB foram reenquadrados.

Portanto, o argumento de que os valores são os principais responsáveis pelo aumento não se sustenta, pois os valores de 2017 são iguais aos de 2018.

Estaria então o condutor sorocabano a cometer infrações mais graves?

Entendo que não, ainda que os números retratem parte daquilo que observamos nas vias públicas.

Quando dizemos parte do que observamos nas vias, isso mostra que apesar de ocasionar altos valores de arrecadação, o número de infrações ainda é superior a capacidade do órgão de trânsito fiscalizar.

O leitor do CamPitacos que transitou na cidade, certamente visualizou alguém a cometer uma infração de trânsito. 

Nos deslocamentos que fiz hoje, perdi a conta do número de pessoas ao celular, a avançar o sinal vermelho, estacionar de forma irregular em vagas preferenciais e de estacionamento regulamentado.
  
O que pode ter contribuído para esse aumento na arrecadação divulgado na matéria do jornal Cruzeiro do Sule é o desrespeito ao estacionamento rotativo regulamentado, a zona azul.

Em 2017 não havia a fiscalização do uso desse espaço como há hoje, essa é uma infração de natureza grave, com multa pecuniária no valor de R$ 195,23. 

Nos primeiros dias de fiscalização, praticamente havia a divulgação diária do número de autuações lavradas pelo desrespeito as condições de uso do estacionamento rotativo regulamentado, a zona azul.

De outra banda, os números apontados na reportagem são interessantes!

O que mais nos chamou a atenção foi o valor destinado à educação para o trânsito em uma cidade com quase 700 mil habitantes, cuja arrecadação total com autuações foi de quase 21 milhões de Reais.

Arredondados para cima, 310 mil Reais seria algo como investir R$ 0,44 por habitante em educação para o trânsito. Caso o cálculo fosse do valor pelo número de veículos registrados, teríamos R$ 0,62 por veículo.

É certo que as infrações, o desrespeito às regras existem, infelizmente, por esse motivo convido os condutores que nos leem, a quebrar essa "fonte de arrecadação", com o respeito as regras de trânsito.

Os benefícios serão sentidos mais adiante não no trânsito, mas na saúde pública que poderá atender melhor aqueles que precisam de atendimento.

A matéria, inteiro teor está no link abaixo:

https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba-e-regiao/arrecadacao-com-multas-aumenta-31-em-2018/




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Pode ser brincadeira de criança.

Hoje, enquanto estava no trânsito, quantas vezes pensou: falta educação para esse povo!


Ensinar as crianças através de exemplos, a como se comportar no trânsito, é uma necessidade. 


Seja em Sorocaba/SP, Penha/SC, Cumuruxatiba/BA ou qualquer outra cidade do país, inevitavelmente nos deparamos com uma ou mais ações reprováveis no trânsito.

Acompanhado desse pensamento, vem aquele outro muito evocado quando alguém é autuado: O governo só pensa em arrecadar com as multas! Não investe nada em educação.

Digamos que em partes esse entendimento está correto, as verbas do Fundo Nacional para a Segurança no Trânsito - FUNSET a anos estão contingenciadas para fazer caixa, lastro, para outros programas sociais do Governo Federal, os recursos estão na casa do bilhões de Reais.

Por outro lado, ainda que o governo não faça o seu papel e invista na educação para o trânsito, precisamos pensar o que nós temos feito para um trânsito melhor, mais seguro? Qual o exemplo que temos passado, em especial para nossas crianças e adolescentes?

Ao transitar a pé, ou em um veículo em nosso trânsito, não é uma situação difícil visualizar um condutor a avançar o sinal vermelho, a transitar manuseando um celular, a fazer uma conversão proibida com um veículo, tendo no interior do veículo uma criança.

As vezes, essa criança que está no veículo com o adulto que realiza uma infração de trânsito, também está solta no interior do veículo, o que também é uma infração de trânsito gravíssima.

Uma criança, dizem os especialistas, absorve muito do comportamento dos adultos, dos mais velhos e nesse ponto, adotar uma postura segura, preventiva no trânsito será um importante diferencial na formação dos futuros cidadãos deste sofrido país, em que o trânsito é uma das principais causas de mortes entre crianças e adolescentes.

Esperar que o governo ou mesmo a escola façam isso, é uma ilusão, algo bem distante da realidade pois para o governo através de seus representantes, e também nas escolas, resta com ensinamentos, complementar a educação que a criança, a pessoa recebe em casa.

A educação para o trânsito nas escolas, a despeito de prevista no Código de Trânsito Brasileiro - CTB dificilmente será colocada em prática em meio a uma grade curricular repleta de atividades, e também pela falta de profissionais que possam levar esses ensinamentos para o ambiente escolar.

É claro que há exceções, escolas que corretamente investem, assumem o papel de transmitir ensinamentos na área de trânsito para seus alunos, mas ainda são poucos os estabelecimentos, em sua grande maioria, escolas particulares com mensalidades inacessíveis para o cidadão médio.

Com ações positivas, um comportamento educado, de respeito com os demais, não só no trânsito, mas em todos ambientes, é o que precisamos para mudar e isso pode acontecer dentro do seio familiar.

Uma alternativa para isso é mostrar para as crianças no trânsito como devemos nos comportar, e mostrar as atitudes incorretas dos demais, com a explicação da razão daquilo que foi visto não ser algo legal, que merece ser punido com uma multa.

Observo que a medida que as crianças crescem e alguns comportamentos inadequados não são corrigidos, conforme o tempo passa aquela situação até então engraçada em alguns momentos, passa a ser um transtorno para a Família quando a adolescência chega e em alguns casos, quando o cidadão atinge a maioridade.

Chega de terceirizar a culpa, algo muito comum no país, de colocar a culpa no governo e vamos nós assumir esse papel de mudança, de melhoria tão necessário para a nossa sociedade.

Nos resta ainda torcer para que os próximos mandatários do poder no país, passem a se comportar de um jeito correto, íntegro, para que também os mais velhos, os adultos de hoje em dia, deixem de lado o famoso jeitinho brasileiro.

E vamos em frente!