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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Abaixa, encolhe!

Semana passada em Sorocaba, mais uma vez um caminhão acabou por enroscar no pontilhão da Avenida General Osório X Avenida Doutor Afonso Vergueiro, sentido centro.

Apesar de atingir um veículo que estava ao lado com sua carga de vidros, não houve feridos, apenas o susto que tal evento proporciona.

É uma pena que mesmo após os relatos anteriores no mês de janeiro, passado alguns meses tal fato tenha voltado a ocorrer.

Apesar de possuir sinalização a via, seus acessos, até então as placas de advertência utilizadas apresentavam desgaste, sendo para muitos "invisíveis".

Temos a certeza de que reforçar a sinalização pode não ser a solução definitiva para que novamente o enrosco venha a ocorrer, mas pode sim servir de alertar para outros tantos não aconteçam. A indicação de saída para a Rua Professor Toledo, por exemplo, quase não aparece em meio ao ambiente.

Até o momento, não houve gravidade em nenhum evento dessa natureza, mas não está descartado. 

Vale destacar que a luz do Código de Trânsito Brasileiro - CTB compete a cada condutor conduzir com atenção e cuidados indispensáveis à segurança no trânsito, e observar as placas, ter a noção exata da altura do seu veículo são importantes nesse processo de cuidados indispensáveis, da mesma maneira que o artigo 1º, §3º do CTB classifica como responsabilidade objetiva do órgão de trânsito a omissão em situações específicas.

Sugestões para o local já foram apresentadas na ocasião anterior.

Vamos torcer para que novos enroscos não voltem a ocorrer, e que eventualmente um reforço na sinalização de advertência venha a existir no local, afinal de contas, como diz o ditado: sinistros de trânsito não acontecem, são provocados.







terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Rescaldo.

Passou o Natal, réveillon, as pessoas celebraram nas cidades, no litoral, em algumas localidades aglomerações foram registradas, mesmo no período de pandemia.

Foi um período bem diferente ao de outros anos em alguns aspectos, mas não se deixou de ter aquele clima de festas, e consequentemente alguns não deixaram de misturar a bebida com a direção.

Alguns vídeos postados nas redes sociais mostram os efeitos danosos da combinação pelo país afora, e na minha cidade, observo que após a noite da virada de 2020 para 2021 alguns postes de iluminação pública, de sinalização de trânsito, estão tortos ou derrubados pelo choque de veículos contra eles.


Placas e postes de iluminação pública também sentem os efeitos da bebida e direção de alguns condutores.

Não sabemos qual o resultado final de tais eventos, mas pelas marcas anteriores aos postes, pelo menos uma pancada alguém no interior do veículo levou.

Por outro lado, também nesse início de ano, logo pela manhã relatos de dificuldades em rodovias por capotamentos, colisões, visualizamos sinistros de trânsito causados por condutores que para economizar segundos, causaram a morte de alguém que teve a infelicidade de cruzar o seu caminho, enfim, o primeiro dia útil de 2021 foi bem carregado no trânsito.

Nossa torcida é para que tenham sido eventos pontuais e não venham a representar o que pode ser constante no país com a flexibilização das regras que estão por vir.

Segundo os dados oficiais, em 2019, 31.945 foram as vítimas fatais do trânsito brasileiro, e ao que tudo indica, o ano de 2020, apesar da pandemia, de um período com menos veículos em circulação nas vias, o resultado final não deve ficar distante disso.

Vamos em frente, na expectativa do melhor para a sociedade.


segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Sinalização - Excesso ou falta?

Recentemente realizamos a leitura de uma matéria no jornal Cruzeiro do Sul, a qual trata da suposta falha na sinalização de trânsito das vias de Sorocaba.

Bem interessante a reportagem, entretanto, é preciso destacar algumas questões abordadas.


Capa do manual brasileiro de sinalização vertical de regulamentação.

A matéria cita, com fotos, os casos de duas vias: uma que possui onze placas de proibição de estacionamento, enquanto em outra, apenas uma, o que daria a sensação de tratamento desigual.

Sendo assim, é possível cravar que o aparente "excesso de placas" em uma via, repleta de imóveis de ambos os lados, tem por objetivo incentivar o respeito, para que realmente veículos não estacionem nem por um minuto, algo que poderia representar prejuízos para a fluidez e para a segurança dos usuários.

A outra imagem, onde apenas uma placa estava implantada, mostra um placa R-6c, com proibição de estacionamento e parada, com informações naquilo que tecnicamente se costuma chamar de gravata. A considerar que na via há uma linha amarela, não seria de todo errado determinar que a proibição de parada e estacionamento se aplicam ao trecho com a linha amarela, situação essa prevista nos manuais de sinalização de regulamentação.

Outro ponto abordado na reportagem, trata de placas de proibição de estacionamento onde há guias rebaixadas, o que por si só proíbe o estacionamento. Está correta a interpretação do autor da matéria, entretanto, alguns proprietários de imóveis entendem que na porta da garagem de suas casas, o estacionamento do veículos de sua propriedade é permitido, motivo pelo qual se utiliza a sinalização para reforçar a proibição quando o estacionamento de um veículo pode ser um problema.

É importante destacar que toda sinalização implantada em uma via pública, é precedida de uma visita técnica para cadastramento das particularidades do local, de forma que ela seja perfeitamente visível e compreendida pelos usuários.

Também há menção na matéria de sinalização horizontal de parada, somente com o uso da legenda, sem a presença de placas de regulamentação, R-1, parada obrigatória. Na imagem que ilustra a reportagem, se nota uma via com a legenda PARE e logo a frente um dispositivo para escoamento de águas pluviais, popularmente chamado de "sarjetão". 

Essa é uma questão que precisa ser avaliada, uma vez que somente a utilização da legenda não possui poder de regulamentação, entretanto, há na cidade a questão do vandalismo que leva a retirada de algumas das placas implantadas, ou quando elas são implantadas em postes, e estes recebem algum tipo de serviço, são trocados, por vezes não tem reinstaladas a sinalização e isso nem chega a ser informado ao órgão competente.

Temos certo que em uma cidade do tamanho de Sorocaba, algumas questões relacionadas a sinalização de trânsito podem não atender plenamente aquilo que os usuários das vias esperam, alguns conflitos podem existir, mas entre cidades do mesmo porte, ou até mesmo maiores, em matéria de sinalização ela existe em bom número pela cidade.

E é necessário destacar que a ausência da sinalização é prevista no próprio Código de Trânsito Brasileiro - CTB, quando ele dispõe de como o condutor deve se portar nas localidades onde não há sinalização, seja em matéria de respeito ao limite de velocidade, seja na preferência de passagem de uma via, ou ainda, em relação ao trânsito em uma rotatória.

Sendo assim, seja sinalizado ou não, o respeito as regras deve existir sempre, e quando situações equivocadas em matéria de sinalização vierem a ser constatadas, o órgão de trânsito deve ser informado para avaliar o caso e eventualmente, adotar as medidas cabíveis.

De nossa parte, sempre que questões dessa natureza nos saltam aos olhos, informamos os responsáveis, e até questionamos a pertinência das medidas, caso da implantação de um bolsão de espera para motociclistas na interseção da avenida General Osório com a avenida Adhemar de Barros, sentido bairro, a qual mais dia, menos dia, deverá trazer transtornos para os usuários. 


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Ainda os bolsões!


O ouvinte da coluna Mobilidade Urbana, Carlos Fernando questiona a respeito dos bolsões para motociclistas que a Prefeitura de Sorocaba implantou em algumas vias da cidade.


Os bolsões para motociclistas ainda despertam dúvidas de como devem ser utilizados em Sorocaba.


Ele alega que aparentemente o espaço apresenta ociosidade.

Também questiona: Falta divulgação do uso, ou ele ainda gera dúvidas para os motociclistas?

R. Podemos dizer que um pouco de cada, ou seja, falta maior divulgação e alguns motociclistas ainda tem dúvidas de como utilizar.

Os bolsões, criados em caráter experimental através da Resolução 550 do CONTRAN possibilitam que motociclistas e ciclistas aguardem a abertura do semáforo a frente dos demais veículos.

A Resolução especifica que além do pictograma da motocicleta, deve existir placas a indicar área de espera. No tocante as placas, em Sorocaba elas ainda não estão disponíveis, ou ainda não estão visíveis.

Ao oferecer esse espaço, o risco de acidentes com motocicletas e outros veículos, e até mesmo com pedestres, pelo uso do chamado corredor é reduzido, cidades como São Paulo e Indaiatuba que já dispõe dos bolsões a mais tempo apresentam reduções.

Para chegar até o bolsão, o motociclista ou ciclista pode se utilizar o corredor, preferencialmente em baixa velocidade, quando os demais veículos estiverem lentos ou parados em decorrência da parada no semáforo e ali se posicionar.

Você que é motociclista e nos lê, compartilhe a informação com os demais motociclistas, para que o uso do espaço venha a ocorrer com mais intensidade.