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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Subindo!

O excesso de velocidade é um dos principais fatores de riscos no trânsito, inúmeros estudos comprovam isso.

O remédio para tentar incentivar o respeito por parte dos condutores é a fiscalização eletrônica de velocidade.

Em Sorocaba/SP, apesar da utilização exclusiva de equipamentos medidores de velocidade do tipo fixo, os registros de infrações em decorrência do excesso de velocidade tem aumentado.

Esse foi o tema da conversa com a Jornalista Virgínia Valio do jornal Cruzeiro do Sul do domingo 24/OUT.

Clique no link e confira, deixe seu comentário a respeito do tema:


https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/noticias/2021/10/682008-dom-aguirre-e-a-via-de-sorocaba-com-mais-multas-aplicadas-por-excesso-de-velocidade.html





terça-feira, 1 de junho de 2021

Ipanema. Atenção!

Meses atrás, transitamos na Avenida Ipanema na Zona Norte de Sorocaba, que estava prestes a receber as operações do BRT Sorocaba. Naquela ocasião, realizamos algumas observações, as quais foram descritas aqui no CamPitacos.

Nesta data, alertados por uma Amiga em relação a uma reportagem veiculada na imprensa da cidade, ouvimos as dificuldades apontadas pelos clientes/usuários da via em relação a um trecho específico, localizado entre a Avenida Comendador Genésio Rodrigues e a chamada Cruz de Ferro, no Jardim Botucatu.

Tendo que realizar alguns compromissos naquela região da cidade, aproveitamos o ensejo e nos deslocamos até a localidade em comento, percorrendo de tal forma toda extensão da Avenida Ipanema.

A despeito de toda sinalização em ótimo estado, assim como pavimento renovado, foi possível constatar inicialmente que o respeito ao limite de velocidade da via é algo pontual, apenas nos locais em que os equipamentos medidores de velocidade do tipo fixo estão implantados.

Nos demais, transitar a 50Km/h, o limite da via, representa ser ultrapassado, ou ter um outro veículo colado na traseira do seu, um convite para um sinistro a medida que inúmeros veículos entram nos imóveis lindeiros e frenagem bruscas com veículos próximos quase sempre resultam em colisões. 

No trecho do número 4000/5000 da avenida Ipanema, é mais fácil observar como os veículos aceleram bem mais que o desejável, e de tal forma, representam um perigo para os pedestres que acessam a estação próxima a rotatória do empreendimento comercial recentemente inaugurado e que ilustra esta postagem.



Longo trecho em reta com uma travessia para acessar a estação do BRT sem semáforo inspira cuidados.



Pertinente ao trecho indicado na reportagem, logo se nota que a velocidade incompatível é uma constante, e que os ônibus que transitam naquele ponto da via são do tipo convencional pois os veículos do BRT acessam a Avenida Comendador Genésio Rodrigues para ir ao terminal São Bento, e de lá saem para retornar para o centro da cidade e destino final.

Outro comportamento de risco que nos chamou a atenção na avenida são os condutores que se consideram mais espertos que os demais e com seus automóveis "cortam" pelo corredor exclusivo do BRT, os veículos em fila nas paradas de semáforos, comportamento esse muito comum entre os motociclistas.

É necessário destacar que logo após o semáforo de acesso ao Jardim Botucatu, há equipamentos medidores de velocidade implantados em ambos os sentidos da via, em um trecho com um número menor de pedestres na via, e talvez realocar esses equipamentos, como foi dito na reportagem possa atender aos anseios dos clientes/usuários daquele trecho da via.



Equipamentos medidores de velocidade implantados após o acesso para o Jardim Botucatu.



O que podemos afirmar é que realmente transitar na Avenida Ipanema, assim como na Rua Comendador Oeterer, sem a presença de ondulações transversais, faixas elevadas em razão da presença do BRT, se tornou algo mais perigoso que o normal e demanda atenção das autoridades.

terça-feira, 23 de março de 2021

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Quem passou por isso, não esquece! #WDoR

Em 2020, o dia 13/NOV, uma sexta-feira, será celebrado pela Organização Mundial da Saúde  -OMS, e Departamento Nacional de Trânsito  - DENATRAN com um evento, o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito, ou WDoR - World Day of Remembrance na nomenclatura em inglês.





Uma efeméride criada e destacada no terceiro domingo do mês de novembro, para trazer a tona um dos mais cruéis e nocivos impactos do trânsito, em especial dos sinistros de trânsito na vida das pessoas, as mortes ocorridas em razão de tais eventos.

As causas podem ser várias, há inúmeros fatores de riscos envolvidos nos sinistros de trânsito, desde o excesso de velocidade, a união do álcool com direção, a falta ou uso inadequado do capacete, mais recentemente o celular tem sido destaque, mas o certo é que no mundo, por ano, 1,35 milhão de pessoas perdem a vida em razão de tais eventos.

Por dia, antes da pandemia, eram 3.700 as vidas desperdiçadas!

Com essa aparente situação de que é normal os sinistros acontecerem, e as pessoas em razão disso morrerem, a data foi criada para despertar um pouco a atenção das pessoas, para que reflitam se esse mesmo é um dos destinos aceitáveis que podem ter para encerrar suas vidas.

Pode ser uma colocação chocante essa, mas sim, é perfeitamente cabível quando nas vias públicas do nosso país, por exemplo, notamos um geral desrespeito ao sinal vermelho do semáforo por parte dos condutores, quando observamos em rodovias com pistas simples, movimentadas, pessoas a dirigir manuseando um smartphone, e até mesmo invadindo a pista contrária. Com motociclistas que nos finais de semana de forma consciente, transitam a mais de 200Km/h em rodovias, registram isso e postam em redes sociais.

O Brasil estava a experimentar ao longo dos últimos anos, uma redução, apesar de pequena, nos registros de óbitos em decorrência de sinistros de trânsito. 

Segundo os dados oficiais, o número total ainda está acima das 30 mil mortes, número elevado, mas foi o alcançado no decorrer da primeira Década de Ações para a Segurança Viária, de 2011 a 2020.






É provável que em 2020, com tudo que ocorreu em matéria de afastamento, isolamento social, o número total de óbitos venha a ser reduzido, mas alguns estudos tendo como base as rodovias federais, conforme demonstrado na postagem anterior do CamPitacos, já indicam que a partir de SET/2020, o número de óbitos já está maior que nos meses de FEV e MAR/2020.

Mas para "auxiliar" nas medidas preventivas, o Congresso Nacional aprovou o PL 3267/2019, o qual alterou significativamente o Código de Trânsito Brasileiro - CTB e se tornou a lei número 14.071/2020 que flexibiliza regras, altera competências para algumas penalidades e acaba sendo mais contra do que a favor da segurança viária.

Na esteira das mudanças, o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN editou a Resolução número 798/2020, que muda as formas através das quais a fiscalização eletrônica de velocidade é realizada.

O ordenamento, praticamente criado com foco na fiscalização em rodovias, inviabiliza o uso dos equipamentos portáteis no perímetro urbano, pois a velocidade para que venham a ser utilizados é de 60Km/h para cima. Também determina que somente agentes uniformizados e com viaturas caracterizadas podem operar os equipamentos.

Quanto aos equipamentos fixos, quem lê imagina que os órgãos ou entidades executivos de trânsito do país tem a "mente voltada para o mal".

Concordo quando diz que os equipamentos devem estar visíveis, não sendo camuflados pela vegetação, colocados em árvores, o que cá entre nós é um absurdo se de fato ocorrer por aí, pois é algo que nunca vi, mas não podemos nos esquecer que desde que haja placas de regulamentação R-19 - velocidade máxima permitida, o condutor precisar respeitar de forma voluntária.

Ocorre que ao transitar com frequência por vias urbanas e rurais em três Estados do país, nos deparamos com algumas situações que são tão prejudiciais para os condutores que o equipamento em si.

A constante mudança do limite de velocidade é um deles, isso quando não se tem a ausência de placas nos dois lados da via, para indicar o limite.

Esse caso em particular da fiscalização eletrônica de velocidade é uma mudança que irá impactar fortemente no número de óbitos e feridos graves no trânsito.

Portanto, fica aqui a sugestão para as autoridades que possuem o poder de decisão: É importante lembrar, recordar as vítimas de acidentes de trânsito, mas também é necessário refletir se as ações colocadas em prática nas vias, contribuem para evitar que tais eventos voltem a se repetir.

O compromisso do gestor sempre deve ser o bem estar da sociedade, e ele deve mostrar para seu superior hierárquico a importância do que busca realizar e não só aceitar as determinações porque são mais agradáveis para quem está de fora.

Quem perdeu um familiar, um ente querido, um Amigo em razão de um sinistro de trânsito, sabe o quanto isso é doloroso e precisa ser evitado!

Às Famílias das vítimas, nos resta deixar nosso apoio, solidariedade, e o compromisso de trabalhar em benefício da segurança viária enquanto isso for possível. 


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Na Noite!

Fomos convidados pelo Tiago Cordeiro para falar um pouco sobre trânsito para o podcast "Na Noite - Lateshow", que contou com a participação do piloto de Stock Car Átila Abreu.

Clique no link, ouça, ficou bem legal!




segunda-feira, 25 de maio de 2020

Deslike que salva!

Como profissional da área de trânsito, é de suma importância estar antenado com tudo que acontece no mundo e que envolve esse meio.

Dentro desse contexto, temos acompanhado os desdobramentos em razão de um fenômeno que tem surgido amplamente no YouTube. As filmagens de veículos a toda velocidade em vias públicas, rodovias e posterior postagens na plataforma.

Durante um tempo, essa prática estava restrita a motociclistas, que exibiam suas máquinas superesportivas em rodovias, todas a mostrar no velocímetro digital os 299Km/h, velocidade essa convencionada entre as montadoras como o máximo a ser mostrado, ainda que algumas delas ultrapassem tal velocidade.

Mais recentemente, passamos a visualizar com maior intensidade o mesmo comportamento de condutores de automóveis, os quais aumentam a potência de seus veículos e partem para as vias públicas a buscar atingir a maior velocidade possível, há casos de gravações em que o veículo ultrapassa os 310Km/h.

Isso tudo em um país que por ano, mata mais de 30 mil pessoas no trânsito.




Diante desse cenário, algumas autoridades com competência e circunscrição para tanto, passaram a adotar medidas contra tais pessoas, que de uma maneira muito simples, como é comum na juventude, não veem nada demais nessa conduta, tentam se justificar atacando os meios de comunicação, apresentam desculpas que quase nunca podem ser consideradas as mais verdadeiras possíveis.

É certo que muitos condutores quando jovens, excederam limites de velocidade em busca de adrenalina, participaram de pegas, e isso ocorria em uma época em que mal havia câmeras fotográficas, quiçá filmadoras, e quando alguém se dava mal de uma forma ou de outra, por um tempo aquilo era deixado de lado.

Ocorre que atualmente parte desse comportamento vem sendo realizado em busca dos famosos likes, e motivados pelos valores que algumas plataformas pagam pela exibição de tais conteúdos.

Há filmadores que alegam receber por mês, mais que um Desembargador, que um Cirurgião, ou mesmo governantes e quando propagam isso, motivam muitos a comprar uma câmera de ação, ou mesmo utilizar o próprio celular para tentar se aventurar nesse "promissor negócio".

Até o momento, poucos são os relatos de condutores/filmadores que vieram a sofrer sanções penais ou administrativas em decorrência dos atos, ou ainda que vieram a se envolver em um grave acidente, mas é uma bomba relógio tal situação, e quando isso vier a acontecer, certamente a culpa será daquele que perdeu a vida, pois os condutores/filmadores, muitos do quais com berço de ouro, não terão culpa alguma no resultado de eventuais sinistros.

A situação é tão surreal que tão logo se encerrou uma das muitas matérias veiculadas na TV a respeito do tema, alguns dos envolvidos trataram de postar mensagens nas redes sociais a desdenhar do fato, a dizer que aquilo não ajudaria em nada em angariar mais seguidores, outro utilizou de ironia ao afirmar que tudo não passava de truque de imagens, e que ele alterava os vídeos para dar a maior sensação de velocidade.

Felizmente dentro desse meio houve quem fez a mea culpa e viu que alguns dos comportamentos serão mudados, e esse foi o que menos irregularidades apresenta nos conteúdos que produz.

Como forma de tentar não incentivar a aprovação de tais condutas irregulares nas redes, a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, lançou uma campanha para que as pessoas não deem likes e denunciem os crimes de trânsito postados.

É algo louvável e até certo ponto corajoso, uma vez que o desrespeito dos seguidores é tremendo, que uma autoridade que tomou para si a responsabilidade em denunciar tais absurdos, passou a receber ameaças, comentários agressivos, como se sua atitude fosse a errada e não dos seus queridos condutores/filmadores.

Certo é que o primeiro passo para coibir isso foi dado, há processos em tramitação, e torcemos para que a solução venha o quanto antes, para evitar que vidas sejam desperdiçadas ou tenham sua condição alterada por uma "curtição remunerada".

No ano em que um dos temas das campanhas educativas do Governo Federal é "Perceba o risco, projeta a VIDA!", que isso ocorra, senão de uma forma voluntária, consciente, então, que seja com o rigor dos dispositivos legais existentes.

Faça sua parte, contribua, ao visualizar conteúdos que mostram comportamentos arriscados, inadequados no trânsito, negative a postagem, não curta.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Desnecessária redução!

Conduzir um veículo, diferente do que muitos pensam, necessita de muita atenção do condutor.


No trânsito, a atenção deve ser total a todo momento!


A atenção das pessoas inevitavelmente está direcionada para evitar uma autuação, algo natural, pois algumas infrações podem pesar no bolso, entretanto, a atenção principal que deveria existir é com a de evitar se envolver ou causar um acidente.

Sendo assim, quando o condutor combina o ato de dirigir com o celular, se entretêm com o que acontece no banco de trás do veículo, ou se distrai por motivos diversos, está mais próximo de um acidente do que imagina.

Por vezes, o acidente pode ocorrer nem tanto pelo abuso na condução, mas também pelo excesso de zelo para evitar uma autuação.

Para ilustrar essa situação de zelo em excesso que representa um risco, cito um caso do último sábado.

Hora do almoço, Alec e eu estávamos de automóvel, seguindo sentido Itu/SP. Veículo com o controle de velocidade de cruzeiro travado em 108Km/h, o limite da via regulamentado é de 110Km/h, olhos nos retrovisores, tudo transcorria sem novidades.

Veículo na faixa da direita, faixa da esquerda para ultrapassar veículos mais lentos e assim seguimos alguns quilômetros na Rodovia José Ermírio de Moraes, a chamada "Castelinho".

Eis que em determinado momento, no trecho da empresa ABB, uma sequencia de três veículos passaram por nós, uma BMW, uma Hilux e um Clio Sedan da cor preta.

Pela velocidade, os dois primeiros acima dos 110Km/h e o terceiro dentro do limite, pois passou por nós e pouco abriu.

Mais adiante, na ponte da rodovia, local onde sempre há um equipamento medidor de velocidade estático, o condutor do Clio ao avista-lo, pisou no freio bruscamente, de forma a quase estancar o veículo na via.

Quem seguia atrás, como nós, nos 108Km/h teve que adotar medidas evasivas para não atingir o veículo que não estava fora do limite regulamentado, mas por algum motivo resolveu baixar a velocidade para a casa dos 80, 70Km/h ao visualizar o equipamento medidor de velocidade estático.

Essa mistura de excesso de zelo, com imprudência poderia causar um sério acidente, a considerar que há uma ponte no local e os veículos atrás não teriam para onde desviar.

É possível que quando o condutor acionou os freios, ele nem ao menos olhou pelos retrovisores!

Por sorte os veículos que vinham atrás tinham guardado relativa distância de segurança do veículo, mas o susto se fez presente.

Portanto, cabe aqui o reforço, ao transitar, esteja sempre atento ao que acontece no trânsito, na via, respeite os limites de velocidade e se porventura estiver a conduzir dentro do limite de velocidade permitido, esteja ciente de que não será autuado, não sendo necessário reduzir a velocidade bruscamente 30, 40Km/h.

Esteja sempre atento ao trânsito, se mantenha VIVO!


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Fábula dos Radares.

Trabalhava em meu escritório, quando ouço a campainha e visualizo pela janela Portátil, Fixo e Estático, todos membros da família Equipamentos Medidores de Velocidade.




A hipotética visita da família de Medidores de Velocidade ao blogueiro. Foto: DGT/ES.


Foi possível notar que a indignação tomava conta deles!

Entraram, e logo começaram a falar em tom de desabafo. Disse Portátil:

- Minha família chegou ao Brasil muito tempo atrás, para ajudar a preservar vidas nas vias públicas. Antes nem foto registrávamos o que podia ser motivo de reclamações, mas hoje, estamos bem preparados, se necessário, fornecemos belas fotos a quase um quilômetro de distância.

Na sequencia, emendou Fixo:

- Além de tudo, até ajudo na segurança pública, pois fico o tempo todo lendo placas e caso um veículo roubado, procurado aparece no sistema, posso indicar para as autoridades onde ele passou e elas com inteligência, podem recuperar o bem ou encontrar aquele que é procurado pode algum motivo.

Estático, que estava meio encostado na parede não se aguentou e soltou o verbo:

- De minha parte, cansei de ser objeto de agressões, por parte de condutores que transitam acima da velocidade regulamentada e até mesmo de algumas autoridades que me agrediram e ainda publicaram vídeo na internet, como se isso foi algo comum e correto. Em diversas ocasiões, estava ali de boa, na calçada, no canteiro central e vupt, pancada. Assim não dá!

Concordei com ele e sorri, ao lembrar um fato ocorrido em que um agente político “abateu” um equipamento medidor de velocidade estático e o levou embora como se uma caça fosse. Ao olhar para o Estático, ele disse:

- Você ri, mas aquela ocasião mostrou parte das dificuldades que vivenciamos. Fui contratado para prestar os serviços, pela mesma equipe daquele que me chutou, danificou. Como pode ser possível isso? Se não sou bem vindo, não precisavam me chamar. Hoje em dia, praticamente só trabalho com membros armados de forças policiais, como meu irmão portátil, pois do contrário, o risco é elevado.

Apesar de conhecer os termos da Resolução número 396/2011 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, e notar o quanto Estático estava revoltado, já antevendo a resposta, não pude deixar de comentar, até mesmo como forma de provocar o debate:

- Mas você e o Portátil, para os olhos da população, tem o péssimo hábito de ficarem escondidos junto a defensas metálicas, cabeceiras de pontes, já visualizei em rodovias operadores do Portátil no meio do mato, só a flagrar quem passa um pouco mais empolgado no acelerador. É difícil assim!

Recebi a resposta mais rápido que uma motocicleta esportiva retornando de um passeio no sábado a tarde:

- Peraí! O que diz a regra do CONTRAN quanto ao meu uso? Desde que as placas de regulamentação estejam nas vias, os condutores devem respeitar o limite, e quando não há placas, em especial nas rodovias, não se pode exceder os limites estipulados no artigo 61 do CTB. Não diz lá no CTB também que o motorista deve transitar o tempo todo com atenção e cuidados indispensáveis à segurança no trânsito? Quem acelera mais que o permitido não sou eu. Eu e meus irmãos só registramos o fato.

O Fixo, que estava um tanto quieto, só ouvindo complementou:

- Sabe o que acontece na maioria das vezes? Quase todo mundo sabe onde eu estou, em algumas cidades e rodovias eu recebo uma gravata a indicar que estou ali. O pessoal me respeita, reduz às vezes até demais, com medo que eu vá registrar o excesso. Depois, voltam a acelerar o que querem e mais a frente se deparam com o Estático ou Portátil e ficam bravos. Comigo a coisa é de boa porque me veem de longe, mas com os dois a revolta é grande.

Concordei com o Fixo.

Conheço algumas rodovias federais em que de longe a placa indicativa de “Radar” é possível ser vista a uma boa distância, ainda mais a noite, quando a placa ganha refletividade.


A indicação da fiscalização eletrônica incentiva o condutor a reduzir a velocidade.
Foto: DGT/ES

Diante de tudo o que falaram, enfim perguntei como poderia ajuda-los, qual seria o meu papel nesse processo? E Portátil, como sempre a frente de seus irmãos disse:

- Seria interessante que pudesse nos ajudar a mostrar que não somos nós o problema, somente somos colocados nas vias públicas para incentivar as pessoas a respeitarem os limites de velocidade, algo que coloca em risco a vida delas e também das demais que dividem com elas as vias públicas.

Estático, emendou a fala de Fixo com o seguinte argumento:

 - Portátil e eu, não somos inimigos de ninguém, mesmo se eventualmente alguém nos coloca em condições em que ficamos “escondidos”, se o veículo passa dentro do estabelecido, ainda temos uma tolerância do INMETRO antes de registrar o excesso, nada acontece. Não tem como registrar um veículo que passa por nós dentro desse contexto.

Do alto da experiência de anos nas vias do país, seja com sol, calor, chuva, frio, Fixo destacou:

- Antes de nos apontar como equipamentos do mal, caça-níquéis, quem o fez, sendo oriundo de uma instituição alicerçada na hierarquia, na disciplina, na garantia dos poderes Constitucionais, na lei e na ordem, deveria mandar que seus subordinados avaliassem de norte a sul do país o cumprimento fiel das regras da Resolução 396/2011 do CONTRAN. Caso encontrassem situações em que nosso posicionamento está errado, equivocado, que mandasse cessar a operação. As pessoas em seu íntimo sabem que ajudamos a preservar vidas, quantas não evitaram ser desperdiçadas com nossa presença? Por qual razão pedem nossa presença nas vias ou de nossas amigas lombadas quando o risco de acidente existe ou foram vítimas de um?

Enquanto Fixo falava, Portátil e Estático concordavam, quando Estático interrompeu e pediu:

- Irmão, conta aí aquilo que você sempre registra e fica ainda mais chateado.

Fixo, fez uma pausa, tomou fôlego e falou:

- Em meu dia a dia nas vias, pelas minhas lentes e sensores passam veículos com mensagens contrárias a desvios de condutas, de apoio às operações de investigações, cobram mudanças. Acho isso ótimo, necessário em um país como este, mas por qual razão então são tão contrárias à nossa presença nas vias? Somos parte de um processo das mudanças que tanto querem, e também de preservação da vida. Temos a consciência de que no dia que todos tiverem um comportamento melhor nas vias, de respeito, enfim estaremos fadados a MetaReciclagem, mas com a sensação do dever cumprido.

Para tranquilizar meus ilustres visitantes, relatei que no país há grupos de profissionais comprometidos em mostrar que o posicionamento do mandatário está equivocado, que no mundo inteiro a fiscalização eletrônica de velocidade cumpriu, e continua cumprindo papel importante na preservação da vida, sendo inclusive um dos pilares da Década de Ações para a Segurança Viária.

Também apontei que há o entendimento de que antes de se efetivar a retirada dos equipamentos das vias, seja realizada a avaliação do total cumprimento das regras de sinalização, limites regulamentados, para evitar supostas “pegadinhas”.

Por fim, também os recordei que para muitos, a fiscalização eletrônica de velocidade com o uso deles, Fixo, Estático e Portátil é a mais justa das formas de fiscalização, pois somente aqueles que transitam em excesso de velocidade são autuados.

Mas antes que fossem embora, fui obrigado a alertar que contra eles havia um fator preponderante chamado eleitor.

Disse que para ocupantes de cargos eletivos, é mais fácil apontar o dedo para um equipamento, para uma situação, do que realmente admitir que somente com a mudança de comportamento das pessoas é que tudo pode mudar, seja no trânsito ou em qualquer outro ramo da convivência em sociedade. 

Expliquei ainda que infelizmente, poucos são os que tem consciência de levar para a sociedade a real informação, explicar os motivos da adoção de procedimentos ou sistemas, e o pedido para que equipamentos medidores velocidade ou lombadas geralmente acontecem após pedido da própria população. 

Eles agradeceram a atenção, pediram desculpas por eventuais excessos no desabafo e saíram.

Ainda assim, quando Estático, sempre ele, colocou o tripé na calçada, quase foi atingido por um cidadão que conduzia um Equipamento de Mobilidade Individual Autopropelido – EMIA em velocidade acima do permitido, mas esse tema fica para outra ocasião!


AVISO

“Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência”

quinta-feira, 14 de março de 2019

110, 120...160!

Excesso de velocidade é um dos principais fatores de risco no trânsito.


As lombadas eletrônicas chamaram a atenção do Chefe do Poder Executivo brasileiro.


Nos últimos tempos, no Brasil, a Polícia Rodoviária Federal tem mostrado através de sua agência de notícias, um número considerável de veículos que transitam em velocidades muito superiores as permitidas, há casos de veículos flagrados a 200, 180Km/h em locais cujo limite é de 80Km/h.

E os excessos não são apenas de automóveis, mas também de caminhões, motocicletas.

A fiscalização com a utilização dos equipamentos medidores de velocidade, os radares, é uma forma de incentivar o condutor a respeitar o limite máximo permitido, de forma a garantir a segurança de todos os usuários das vias.

Costumamos dizer que a fiscalização eletrônica de velocidade é a mais justa, pois somente é penalizado aquele que transita acima do limite.

Nesse sentido, lamentamos as declarações dias atrás veiculadas na imprensa do Senhor Presidente da República, dando conta que pretende retirar lombadas eletrônicas das rodovias.

Determinados dispositivos, via de regra são implantados em locais com elevado fluxo de pedestres, ou com potencial risco de acidentes de trânsito.

Assim como acontece com os equipamentos medidores de velocidade, a implantação dos dispositivos demanda a realização de estudos técnicos e cumprimento de outras inúmeras formalidades.

E ao contrário do que foi dito, é sim possível transitar sem receber uma autuação, basta respeitar os limites estabelecidos, e caso eventualmente o condutor tenha vontade de acelerar acima disso, que assuma as responsabilidades do seu ato, sem evocar posteriormente a "indústria de multas".

Em tempos em que se fala da reforma da previdência como algo necessário para melhorar a economia do país, é interessante que os governantes tenham em mente que acidentes de trânsito, muitos dos quais provocados por excesso de velocidade, levam pessoas em idade produtiva a passar a depender da previdência social para seu sustento, algo que pode ser evitado com a fiscalização ora questionada.

Mais que jogar para a torcida, aqueles que possuem o poder da caneta devem sim estar atentos aos malefícios que o trânsito causa para as pessoas, e os acidentes são apenas um desses itens.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Não é por 1!


Autuação por exceder o limite de velocidade em 1Km/h em uma via, isso é possível?


Alguns alegam que foram autuados por exceder em 1Km/h o limite. Não é bem assim. Imagem da internet.


Um conhecido alegou que transitou em uma avenida com limite de 60Km/h e foi autuado a 61Km/h e ainda assim teve seu recurso indeferido. Ele nos questionou como isso acontece.

A despeito do alegado, esse argumento é comum de ser ouvido, ainda mais para quem realiza julgamento de defesa de autuação ou de penalidade.

Esse chamado apenas 1Km/h de excesso, na verdade representam oito quilômetros por hora acima do permitido.

Para o caso do ouvinte, para ser autuado por transitar a 61Km/h em uma via com limite de 60Km/h, ele transitava a 68km/h.

De acordo com Portaria do INMETRO, antigamente a 115 e atualmente a 544, o equipamento medidor de velocidade deve possuir uma tolerância de 7Lm/h para velocidades até 100Km/h, sendo que a partir dos 100Km/h a tolerância é de 7%.

Por tal razão os 68Km/h flagrados, se constituem nos 61Km/h da autuação recebida em casa pelo proprietário do veículo.

É importante lembrar que o excesso de velocidade no Código de Trânsito se divide em três. O excesso em até 20%, o excesso entre 20 e 50% e o mais grave deles, o excesso acima de 50%, o qual já acarreta à suspensão do direito de dirigir.

Para velocidades regulamentadas acima de 100Km/h exceder os 50% acima do permitido é algo um tanto difícil de ocorrer, mas quando o limite da via é 40Km/h, transitar a 61Km/h já é o suficiente para penalizar significativamente o condutor.

Portanto, fica a dica, fiscalizado ou não, procure sempre transitar de acordo com o limite regulamentado.