Mostrando postagens com marcador #duasrodasumapaixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #duasrodasumapaixão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O $$$ vale menos?

A motocicleta sempre esteve presente em minha vida.


Tratamento diferenciado para motociclistas é uma constante nos grandes centros de compras.


Quando criança, em passeios na garupa das motocicletas do meu Pai, nas páginas das revistas Motoshow, Duas Rodas, Revista da Moto!

Meu primeiro veículo foi uma motocicleta, sendo que com ela desbravei inúmeras rodovias.

Mesmo nas atividades profissionais, sempre dedicamos atenção especial para tudo que envolve o dia a dia dos veículos de duas rodas.

Costumo dizer que ter uma motocicleta é muito mais que um hobby, é um estilo de vida.

Por outro lado, muitas pessoas tem migrado para os veículos de duas rodas com vistas ao ganho de tempo, economia de combustível e de recursos.

Apesar de todos esses motivos que levam as pessoas a optarem pelas duas rodas, quando se trata de utilizar estacionamentos de estabelecimentos considerados polos geradores de tráfego, como shoppings, hipermercados, o que se observa é um tratamento, digamos, vexatório para os motociclistas, ainda que em alguns casos os valores de estacionamento praticados, sejam iguais aos veículos de quatro rodas.

Quase sempre as áreas destinadas ao estacionamento das motocicletas, com acesso confinado e diferenciados, são afastadas das portas de entrada para os estabelecimentos, como se motociclistas fossem marginais em potencial.

É certo que a motocicleta pela agilidade que proporciona, é um veículo muito utilizado por meliantes, mas generalizar é algo perigoso.

O dinheiro de um motociclista tem o mesmo valor de um cidadão que chega ao estabelecimento na caminhada ou em um moderno veículo importado de quatro rodas.

Não que se almeje que as vagas para motociclistas estejam sempre a porta dos estabelecimentos comerciais, mas que houvessem bolsões mais próximos, não tão distantes.

Em muitos casos, é praticamente impossível para o motociclista realizar um procedimento rápido no interior do estabelecimento comercial sem ter que arcar com o pagamento do estacionamento.

A gratuidade de 15 minutos, contada a partir da retirada do cartão de estacionamento, por exemplo, em alguns shoppings é irrisória para sair do estacionamento de motos e chegar no interior do estabelecimento. Em alguns casos, como o motociclista tem que cruzar uma via de acesso para automóveis, no mínimo 3 minutos são perdidos, além de outros 5 a 8 em deslocamento a pé.

A despeito da localização afastada, ainda se lê em placas que os motociclistas devem utilizar travas e cadeados próprios, os passageiros são impedidos de entrar na área de estacionamento.

Diante de tal fato é que como motociclista, evito visitar ou adquirir produtos em locais em que o tratamento dispensado aos usuários de veículos de duas rodas seja diferenciado, preconceituoso.

Com cada vez mais pessoas a utilizar veículos de duas rodas nos grandes centros, em especial scooters, talvez seja melhor que os responsáveis reavaliem tal situação.



 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Devemos celebrar!


Criada em 1982 por iniciativa do Deputado Alcides Fransciscatto,  sugerida por Rogério Gonçalves, a época proprietário de uma concessionária Honda em Sorocaba, o Dia do Motociclista é uma homenagem póstuma ao seu ex-mecânico, o motociclista Marcus Bernardi, falecido em 27 de julho de 1974.



Dia do Motociclista! Uma data para ser celebrada.



Apesar de entendimentos contrários, essa é uma data que merece ser celebrada, e deve servir para levar a uma profunda reflexão, todos aqueles que utilizam a motocicleta, seja em seu deslocamento para o trabalho, a lazer ou mesmo como ferramenta de trabalho de onde gera renda para sua subsistência.

Nunca houve tanta motocicleta em circulação no país!

Infelizmente essa popularização do veículo tem sido acompanhada de um aumento significativo no número de acidentes. Estudos indicam que morrem por dia no país, 18 motociclistas, um número alarmante, pois aqui não contabilizamos aqueles internados em estado grave. 

Corrobora para isso a informação de que 71% dos acidentes com motos incluem feridos que necessitam de cuidados hospitalares, sendo que com automóveis esse percentual é de 7%.

Para aproveitar ao máximo o prazer e a liberdade que a motocicleta oferece a quem a conduz, mais uma vez ressaltamos o quão necessária é a atenção total do condutor e o respeito às normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

Antigamente conduzir uma motocicleta causava admiração e simpatia, atualmente, o motociclista é visto como um irresponsável, pronto a realizar uma infração de trânsito e é necessário reverter esse quadro.

Não podemos deixar que a agilidade proporcionada pela motocicleta venha a causar risco aos demais usuários da via, notadamente aos pedestres e ciclistas.

Respeitar o pedestre e transitar com a motocicleta ocupando o lugar de um veículo, e utilizar o “corredor” em baixa velocidade somente quando os veículos de quatro ou mais rodas estão parados são os primeiros passos para uma vivência menos traumática.

Outrossim, conduzir a motocicleta com o capacete em tamanho adequado e devidamente afivelado, bem como utilizar vestimentas que ofereçam proteção, além de manter a documentação e manutenção em dia, são pequenos gestos que ajudam a evitar lesões graves em eventuais quedas, transtorno com as autoridades de trânsito, ou evitar acidentes ligados a problemas ocasionados pela ausência de manutenção.

Demais a mais, uma convivência pacífica começa com respeito e cortesia mútua, portanto, que tal começarmos a mudar o clima de disputa existente?

Motociclista, nunca se esqueça que gentileza gera gentileza, e que a única lei contrária ao motociclista é a lei da gravidade.

Parabéns pelo seu, pelo nosso dia, e que nos próximos anos possamos celebrar novamente esta data, com números mais positivos e inúmeras vidas preservadas.

"Ter uma motocicleta é mais que um hobby, é um estilo de vida!"